Foto: Raul Holanda/GCom Semas-PE

Encontro apresentou dois projetos integrados que fortalecem parcerias entre a sociedade e a comunidade científica, política e acadêmica para conservação dos ecossistemas marinhos

Membros da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha de Pernambuco (Semas-PE) se reuniram com pesquisadores do ecossistema marinho na manhã desta quinta-feira (8), na sala de reunião da reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A pauta principal foi a discussão das ações que serão contempladas pelo Centro de Ciências Marinhas do Atlântico Tropical, rede de pesquisas integrada e especializada nos ecossistemas marinhos globais, que está em processo de criação.

A Semas foi representada por Andrea Olinto, gerente de Política Costeira, e Danise Alves, gerente geral de Áreas Costeiras e Oceânicas, ambas da Semas-PE. Além delas, participaram da reunião a diretora-presidente da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia (Facepe), Maria Fernanda Pimentel, a pesquisadora Flávia Frédou e o vice-reitor da UFPE, Moacyr Araújo.

O Centro de Ciências Marinhas do Atlântico Tropical será uma rede extensa de pesquisas e projetos científicos integrada a um guarda-chuva maior: o Projeto Tapioca (Tropical Atlantic Interdisciplinary Laboratory on Physical, Biogeochemical, Ecological and Human Dynamics, em inglês). Ele consiste em um conjunto de ações e iniciativas menores espalhadas pelo mundo também com um enfoque na conservação do ecossistema marinho e no incentivo ao estudo científico ambiental.

O projeto se divide em três eixos norteadores, que abarcam Infraestrutura, Ciência, Formação de Recursos Humanos, Extensão e Visibilidade internacional. Além desses pilares, se subdivide em mais oito, que focam em cada uma das principais temáticas relacionadas ao ecossistema costeiro e marítimo, como Poluição, Pesca e Oceanografia Abiótica.

O Tapioca é um projeto finito, ou seja, tem data para encerrar o ciclo de pesquisas e apresentar os resultados obtidos. Iniciado em 2017, seguirá por 10 anos (cinco iniciais e uma renovação de mais cinco) até o primeiro semestre de 2027.

No Brasil, o Centro de Ciências Marinhas do Atlântico Tropical vai atuar na conservação desses ecossistemas nos estados costeiros do Norte e Nordeste do país, desde a Bahia até o Amapá, ao reunir dezenas de estudantes, pesquisadores, cientistas e acadêmicos que estudam, detalhadamente, cada elemento desses locais, moldando soluções e saídas para a preservação e utilização correta desses ecossistemas por parte das comunidades de marisqueiros, pescadores e da população ribeirinha que depende deles para a garantia do sustento financeiro.

O encontro de hoje entre UFPE, Semas e Facepe serviu como uma apresentação do projeto por parte da academia (representada por Moacyr), do órgão de fomento à ciência (representado por Maria Fernanda) e da pesquisadora (Flávia). O intuito é estreitar laços com mais atores sociais e políticos, como a Semas, para viabilizar novas articulações.

“A criação de um Centro de Excelência em Ciências do Mar para as regiões Nordeste e Norte do Brasil, com sede em Pernambuco, será um grande passo para a consolidação de políticas públicas estaduais e nacionais. A integração do Centro com o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), com certeza ele agregar esforços de pesquisadores e gestores, visando ampliar o conhecimento sobre os oceanos e contribuir para os grandes desafios da preservação marinha e seus impactos, como as mudanças climáticas, a poluição e a pesca predatória”, explica Danise Alves, uma das representantes da Semas-PE na reunião.