Encontro aconteceu na manhã desta sexta-feira no auditório do Parque Estadual de Dois Irmãos
Na manhã desta sexta-feira (27), servidores da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha de Pernambuco (Semas-PE) participaram de duas palestras para debater os conceitos de assédio moral e intolerância religiosa no ambiente de trabalho. O evento foi realizado no auditório do Parque Estadual de Dois Irmãos (Pedi). As palestras foram conduzidas por Isaac Barros, da Ouvidoria da Semas Pernambuco, que abordou o tópico do assédio moral, e Rayana Burgos, gerente de sustentabilidade da secretaria, que tematizou a intolerância religiosa.
As atividades se iniciaram com a apresentação de um vídeo do Tribunal Regional Federal de Santa Catarina (TRF-SC), que expôs as primeiras conceituações e as subdivisões do assédio.
Isaac, em seguida, trouxe conceitos gerais e exemplos de assédio moral no cotidianos dos locais de trabalho e incrementou as definições dos tipos de assédio anteriormente trazidos pelo vídeo do TRF-SC. Além disso, separou, com a ajuda de um especialista da área jurídica, trechos da legislação que tratam do assédio moral e abordou as consequências do ato para a saúde mental e física dos funcionários. Ele encerrou a sua contribuição com uma sessão de perguntas advindas do público.

Na sequência, Rayanna abordou o outro tópico do encontro: a intolerância religiosa. Adepta da umbanda, ela trouxe as primeiras definições da problemática que atinge, na maioria dos casos, religiões de matriz africana, como candomblé e umbanda.
A apresentação de Rayana focou na necessidade de desmistificação de preconceitos e imagens pejorativas ligadas a essas religiões. Após citar a legislação brasileira, que criminaliza a intolerância religiosa, a palestrante iniciou uma bate-papo com os ouvintes sobre a umbanda, já que, segundo ela, o combate ao preconceito e à discriminação começa com o acesso à informação.
“Combater a intolerância religiosa dentro do espaço público e na população no geral passa por um ponto de respeito às liberdades individuais, seja de crença, seja de forma de expressão de fé ou até da não expressão, caso a pessoa não acredite em nada. E trazer esse tema para uma discussão é importante para que a gente consiga derrubar as barreiras que existem entre as pessoas, trazer informação como estratégia de combate ao preconceito e de fato conseguir construir um ambiente de trabalho que seja justo e acolhedor para todo mundo”, ressaltou Rayana.
