Objetivo do projeto é capacitar em manejo, coleta, armazenamento, seleção e formação de banco de sementes, com aquisição de equipamentos
Visando o fortalecimento, articulação e estruturação de rede de mulheres produtoras, coletoras e guardiãs de sementes dos biomas da Mata Atlântica e da Caatinga, a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha (Semas-PE), com o auxílio de recursos advindos do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), possui uma seleção de quatro projetos direcionados a agricultoras.
A demanda por esse tipo de ação se dá diante de um cenário de desequilíbrio ambiental nesses biomas e também pela necessidade de fortalecer a mão-de-obra feminina no campo, que além de ser responsável pelo trabalho na terra e na casa, muitas vezes também é a pessoa que fica à frente dos negócios da família.
As alterações ambientais, geralmente causadas por ações antrópicas, acarretam em redução e fragmentação de habitats e no considerável declínio da fauna e da flora.
Os quatro projetos selecionados são: o da Casa da Mulher do Nordeste, com atuação no Sertão do Pajeú, Araripe e Central; da Associação de Agricultores e Familiares do Assentamento Mandacaru (AAFAM), presente no Sertão do São Francisco; da Cáritas de Pesqueira, do Agreste Central, Setentrional e Meridional; e do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), que atua na Zona da Mata.
O objetivo desses trabalhos é promover processos de formação técnica e socioambiental para mulheres produtoras, coletoras e guardiãs de sementes, fomentando a importância da articulação e organização em rede e o desenvolvimento de práticas sustentáveis de produção, coleta, manejo, seleção, formação de bancos de sementes e uso de sementes nativas e crioulas, com aquisição de equipamentos, visando também a conservação da biodiversidade dos biomas Caatinga e Mata Atlântica.
“As sementes são responsáveis pela sobrevivência de toda a cadeia nos ecossistemas. São fonte de alimento e dão vida às espécies que servem à agricultura, às indústrias química, farmacêutica, cosmética, tecnológica, têxtil, entre tantas outras. Além disso, são responsáveis pela propagação de plantas que dão vida a insetos, animais e outros seres vivos que se encontram na floresta”, afirma Febe de Oliveira, analista ambiental da Semas-PE.
