Secretária executiva Karla Godoy apresentou painel sobre descarbonização e transição energética justa

A Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha de Pernambuco (Semas-PE) participou, na noite desta terça-feira (17), do 9° ‘Seminário de Energia Elétrica, Recursos Hídricos e Infraestrutura’, realizado na sede da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe). A Semas foi representada pela secretária executiva de Sustentabilidade, Karla Godoy.

O seminário tem o intuito de discutir a situação atual dos recursos hídricos, da transição energética e das necessidades de mudanças na sua infraestrutura. O debate principal do encontro de ontem girou em torno da relevância estratégica do Hidrogênio Verde (H2H) como mais uma opção de matriz energética para o mundo. 

Além do debate sobre as novas tecnologias energéticas do biometano, a troca para o Mercado Livre de Energia, a gestão de recursos hídricos e a sustentabilidade de novos projetos foram abordados durante o encontro.

Karla Godoy realizou uma palestra sobre o ‘Cenário de Pernambuco no contexto da Descarbonização e da Transição Energética’. A participação da secretária executiva contou com a apresentação de dados sobre o efeito estufa no estado, vulnerabilidade de Pernambuco em relação às mudanças climáticas e do Plano de Descarbonização de Pernambuco (PDPE), conjunto de ações e estratégias para atingir a neutralidade das emissões dos gases do efeito estufa até 2050, capitaneado pela Semas Pernambuco.

Na ocasião, Karla Godoy apresentou o Eixo de Descarbonização da Energia e da Indústria do Plano de Descarbonização de Pernambuco (PDPE), já que dentro do nosso Inventário de Emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) é um dos setores que mais emitem em PE, junto com o setor agropecuário. 

“Foi importante apresentar os dados desse eixo do PDPE para o empresariado pernambucano e para os interessados em saber das oportunidades, inclusive que podem investir também no processo de descarbonização. Temos investimentos em energias renováveis, energia solar, energia eólica, e precisamos fazer isso de forma descentralizada para ajudar a contribuir na distribuição de renda. Muitas pessoas não sabiam que existiam esses dados, que podiam acessar esses dados, e também o quão ruim era o cenário da descarbonização do nosso estado. Apresentei as metas que existem no PDPE até 2025, 2030, 2050, no pequeno, médio e longo prazo”, afirmou a secretária executiva.