Massa deve atingir ao menos 15 estados nesta e na próxima semana, mas Pernambuco não será impactado
Uma nova onda de calor que chega ao Brasil está gerando alertas de institutos de meteorologia e autoridades devido à força com a qual atingirá cerca de 15 estados do país. A previsão da Metsul Meteorologia, uma das referências no assunto, é de que as temperaturas podem variar de 40° a 45° C e estabelecer novos recordes para o período em diversos estados das cinco regiões do país, além de trazer perigos para a saúde da população. Pernambuco, entretanto, não está entre os estados que poderão ser atingidos.
De acordo com Samantha Della Bella, gerente de sustentabilidade e clima da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha de Pernambuco (Semas-PE), essas ondas de calor consistem em fenômenos de massas de ar que, de alguma forma, ficam concentradas em determinado local por um período maior do que o esperado, aumentando a temperatura média das regiões atingidas, durante um tempo considerável.
As aparições dessas ondas de calor, ainda segundo ela, estão diretamente ligadas à média global de temperaturas e às tão faladas mudanças climáticas, sofrendo impactos de fenômenos como o El Niño e o La Ninã.
“Na verdade, estamos falando da média global de temperatura, que tem alterado os fenômenos climáticos de uma forma geral. Tem lugares no globo em que a média de temperatura aumenta mais e tem lugares que aumentam menos. De qualquer forma, essas alterações médias, que são diferentes localmente, vão causar uma modificação na dinâmica, por exemplo, de corrente marinha, massa de ar, evaporação e chuva”, explicou.
Samantha destacou que fenômenos, como essa recente onda de calor que vai chegar ao Brasil, exemplificam o que vem sendo repetido por cientistas e especialistas. O desequilíbrio no clima impulsiona o aparecimento dessas ondas e as torna mais frequentes e intensas, podendo causar prejuízos algumas vezes irreversíveis para a população, fauna e flora do local.
“Os cientistas têm mostrado, através de estudos bem robustos e consistentes ao longo dos anos que esses fenômenos têm aumentado em intensidade e frequência”, acrescentou.
Ela ressalta que esses fenômenos são normais, mas que as ações antrópicas, que causam o chamado efeito estufa, auxiliam na frequência e na intensidade deles. “São fenômenos naturais que acontecem por conta do comportamento das massas de ar, mas que a gente vem sofrendo com mais frequência e mais intensidade devido a essa bagunça que vem se acentuando”, encerrou Samanta.
As ondas de calor podem causar desidratação, desmaio e dores de cabeça. Por isso, as orientações para os moradores as enfrentarem devem ser ainda mais consideradas. Evitar exercícios físicos em períodos do dia com altas temperaturas, ingerir bastante líquido durante o dia, utilizar protetor solar e abrigar-se em locais climatizados são as principais recomendações.
