Atividade aconteceu na última quinta-feira (13) com estudantes do ensino médio da EREM Nossa Senhora de Fátima

Em mais uma ação de diálogo e disseminação do conhecimento acerca das mudanças climáticas e seus impactos, a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha de Pernambuco (Semas-PE) realizou mais uma Oficina de Letramento Climático, desta vez no município de Sanharó, no Agreste pernambucano. A atividade contou com a participação direta dos estudantes dos três níveis do ensino médio da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Nossa Senhora de Fátima e foi ministrada por Anielise Campêlo, assessora técnica de Educação Ambiental da Semas.

O intuito da oficina é proporcionar a estudantes de escolas selecionadas de todo o estado uma nova forma de aprendizado dos conceitos relacionados às mudanças climáticas. Utilizando a metodologia do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do grupo de extensão TIG Periferia, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a ação procura trazer a problemática das mudanças climáticas na comunidade escolar adaptando a temática à realidade vivenciada pelos próprios estudantes.

Anielise conduziu a oficina estimulando os alunos a refletirem, considerando os conceitos repassados em sala de aula, os possíveis impactos que a escola e a comunidade na qual residem estão expostos, colocando cada um dos estudantes no debate e tornando-o mais imersivo. Além disso, mostrou exemplos das consequências dessas alterações no clima no Brasil e em Pernambuco, como a tragédia das enchentes que ainda atingem o Rio Grande do Sul e que assolaram a Região Metropolitana do Recife em maio de 2022.

A iniciativa também procura despertar o senso de protagonismo dos estudantes ao prepará-los para agir em momentos de calamidade e repassarem os conhecimentos obtidos na oficina aos seus familiares, amigos e vizinhos, ajudando na disseminação das informações corretas sobre o tema.

Confecção de pluviômetros

A segunda etapa da oficina contou com a confecção de pluviômetros, equipamentos que medem o nível da chuva e ajudam a monitorá-la. Anielise dividiu a turma em vários grupos, cada um ficando responsável pela construção de uma dessas ferramentas. Com o auxílio de fitas adesivas, garrafas PET, tesouras e réguas, os estudantes foram monitorados por Anielise, que os explicou o passo a passo da confecção e como eles devem medir o nível da chuva. O equipamento usa as medições das réguas para medir o nível pluviométrico, estabelecendo níveis para os perigos trazidos pela chuva. Com base nesses dados, os estudantes saberão qual o melhor momento de agir e o que fazer.

“Essa escola está inserida em um local que sofre constantemente com alagamentos, então nós podemos, durante a atividade, trazer, aos alunos, a percepção de que a escola enfrenta diariamente problemas com alagamento relacionados à deficiência no sistema de drenagem da cidade que não estão relacionado com a inundação de rios necessariamente. A gente trouxe esses conceitos importantes para eles entenderem qual a raiz do problema que enfrentam. Inclusive, com um projeto que já está em desenvolvimento no colégio para monitorar, justamente, o nível de chuva, para que eles tenham um plano de emergência e de evacuação na escola sempre que for necessário”, explicou Anielise.

A oficina contou com o apoio da Semas e foi realizada pelas Organizações da Sociedade Civil (OSC) Comissão Ambiental Jaboatão dos Guararapes (CAJG) e Somos Todos Muribeca (STM). A iniciativa faz parte do projeto ‘Comunidades pelo Clima’.