Foto: Márcio Erlich/Semas-PE

Objetivo foi apresentar a plataforma a servidores de diversas instituições que lidam com as problemáticas das mudanças climáticas e auxiliá-los na familiarização com o sistema

A Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha de Pernambuco (Semas-PE) esteve presente, durante toda esta quarta-feira (22), em um curso da plataforma AdaptaBrasil, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Governo Federal. A Secretaria foi representada pela equipe da Gerência Geral de Mudanças Climáticas (GGMC), sob a direção de Samanta Della Bella, que também marcou presença no evento. Além deles, também participou da reunião a secretária executiva de sustentabilidade da Semas, Karla Godoy. O encontro aconteceu no anfiteatro do Centro de Informática (CIn), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O AdaptaBrasil é um sistema lançado pelo ministério em 2020, em articulação com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Rede Nacional de Pesquisa e Ensino (RNP), com o intuito de disseminar, fomentar e facilitar a análise e obtenção de dados referentes às mudanças climáticas e seus impactos no Brasil. Com essa plataforma, é possível compilar, em um único local, os dados, lista de regiões mais vulneráveis, pesquisas e políticas que podem ser desenvolvidas pelos entes federativos para atenuar esses impactos. 

O objetivo do curso desta quarta-feira foi capacitar equipes de diversas instituições pernambucanas e externas relacionadas ao eixo das mudanças climáticas. Promovido pelo MCTI em parceria com o INPE, o curso expôs, aos participantes, o objetivo, ferramentas e elementos presentes na plataforma que podem ser utilizados para a composição dos indicadores acerca dos impactos das mudanças climáticas em todo o território brasileiro.

A reunião foi dividida em dois módulos, de acordo com a natureza da atividade. Pela manhã, os participantes tiveram uma orientação teórica com representantes do ministério, que os apresentou o layout do site, os ensinou a interpretar e lançar os dados obtidos na plataforma e ouviu as principais demandas de cada um para a melhoria das análises e do próprio site. Já à tarde, os presentes participaram de uma série de atividades práticas para retirar apenas da teoria as informações repassadas pela manhã.

“Hoje nós tivemos a oportunidade de conhecer um pouquinho mais da plataforma, que é um importante instrumento para apoiar a construção de políticas públicas. Na verdade, são informações em uma grande quantidade que estão ali consolidadas de uma forma que podemos, apoiados nesses dados, direcionar melhor as nossas ações, principalmente em relação à adaptação, à vulnerabilidade e em setores específicos”, ressaltou Samanta. 

“É muito importante que o gestor público se aproprie cada vez mais dessas informações e que esse link com esse tipo de plataforma e um segundo link com os estudos, com a base da informação, seja cada vez mais fluido, porque ganhamos muito quando conseguimos utilizar dados consistentes para direcionar as ações de política pública”, encerrou.

Além da Semas-PE, outros órgãos de Pernambuco e de estados adjacentes foram convidados a participar, como a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e Defesa Civil. A organização do curso distribuiu um total de 33 vagas divididas para essas entidades.

Uma dessas instituições de fora do estado presentes no evento foi o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema-RN), pessoalmente convidado por Samanta para participar da capacitação.

Wanessa Dunga, supervisora do Núcleo de Planejamento, Gestão e Inovação do Idema-RN, destacou a relevância de reunir as diversas partes ambientais especializadas em prol de uma obtenção e análise dos dados e, posteriormente, da formulação de políticas voltadas à mitigação dos impactos das mudanças no clima.

“A ideia desse encontro é justamente fortalecer esses laços de mudança do clima, as ações climáticas nos estados e a luta contra a desertificação. O Rio Grande do Norte vem tentando avançar nessa pauta como estratégia de governo. É justamente essa estruturação do acompanhamento dos dados, das plataformas disponíveis e das ações”, pontuou Wanessa.