Encontro aconteceu na manhã desta quinta-feira (25), no anfiteatro do Centro de Ensino de Graduação (Cegoe), da Universidade.
Funcionários da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha de Pernambuco (Semas-PE), do Parque Estadual Dois Irmãos (PEDI) e da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) participaram de uma palestra sobre as mais variadas formas de racismo na sociedade, no auditório do Centro de Ensino de Graduação (Cegoe), da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
Toda a palestra foi conduzida por Jhonathan Godoy, da Gerência Geral de Mudanças Climáticas da Semas. Ele introduziu o assunto apresentando os objetivos e bases do serviço público, que prezam pela pluralidade nos ambientes de trabalho. Em seguida, trouxe alguns trechos da legislação brasileira que tipificam o racismo como crime inafiançável com uma pena de um a três anos de reclusão.
Na sequência, Jhonathan relembrou o histórico escravocrata que contribuiu para a formação discrepante do país e compilou algumas matérias que ajudam a mostrar essa desigualdade em diversas partes da sociedade, como mercado de trabalho, ambientes de lazer, acesso ao direito de habitação e outros setores.

O palestrante, logo depois, abordou os conceitos dos tipos de racismo existentes (Estrutural, Institucional, Individual, Ambiental, Recreativo e Cultural). Cada uma dessas subdivisões foi definida e exemplificada por Jhonathan, que também contou algumas situações desconfortáveis que já vivenciou.
Aproveitando o gancho, ele separou alguns termos e expressões amplamente utilizadas no cotidiano que carregam significados pejorativos e devem ser evitadas. Também pontuou ações e comportamentos que são considerados racistas, mas que são naturalizados e pouco percebidos.
Após a apresentação dos conceitos básicos do tema, Jhonathan separou algumas indicações de figuras públicas, influenciadores e pensadores que abordam diariamente a temática. Como complemento, ele ainda sugeriu produtos de mídia, como podcasts, que ajudam a elucidar ainda mais os principais pontos da problemática.
No fim, um período para um diálogo direto entre o palestrante e os participantes, com perguntas e contribuições, foi iniciado.
“Esse tipo de formação é importante pra crescermos enquanto pessoa, pra não cometermos determinados crimes dentro do ambiente de trabalho ou fora dele”, pontuou Jhonathan.
Ele ainda destacou as diversas formas como as pessoas podem agir se constatarem casos de discriminação por raça em ambientes de trabalho.
“O racismo é uma dor. A gente não sabe até que ponto aquela pessoa já vem sentindo isso. Então, ela pode reagir de várias formas. Pode denunciar pra um superior ou chegar de uma forma leve e explicar, pra seu colega de trabalho que cometeu aquele crime com você, que não é assim que funciona, sendo mais didático. Existem formas de reagir, dependendo de como aquela microagressão ou a agressão propriamente direta afetou aquela pessoa”, encerrou.
