Acompanhe o lançamento do Zoneamento das Áreas Suscetíveis à Desertificação de Pernambuco pelo YouTube da Semas: https://www.youtube.com/watch?v=Ro0U8KD8BBQ

 

Zoneamento de áreas suscetíveis à desertificação de Pernambuco

A seca e a desertificação é um sério e complexo problema ambiental que afeta regiões áridas, semiáridas e subúmidas de todo o mundo. E a partir da degradação ambiental, pode se agravar de maneira progressiva e produzir não só a perda de recursos naturais na localidade – com a transformação e supressão de ecossistemas – mas também a desestruturação de bases produtivas locais e regionais. Tal processo reflete diretamente na qualidade de vida no semiárido e reduz o IDH das regiões afetadas.

Com o objetivo de dispor de um instrumento institucional que viabilizasse as iniciativas de prevenção, combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade Pernambuco (Semas), em parceria com Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Embrapa Semiárido, elaborou o “Zoneamento de áreas suscetíveis à desertificação do Estado”.

Pernambuco possui cerca de 80% do seu território sob a ação de clima semiárido, com amplas repercussões ambientais, destacando-se: escassez de água, solos rasos, baixa fertilidade agrícola, evapotranspiração elevada e processos de desertificação. O estado é formado por 12 Regiões de Desenvolvimento (RDs) e um conjunto de 184 municípios. Na publicação, estão descritas as situações de suscetibilidade à desertificação para as regiões do Agreste, Sertão, além de dois municípios da Zona da Mata Sul, recentemente incluídos no semiárido brasileiro, totalizando 123 municípios.

O zoneamento é um importante subsídio para a elaboração de planos, programas e projetos. Ele aponta a direção certa para o processo de desenvolvimento de políticas públicas, uma vez que é possível ver as condições mais específicas de cada região e de municípios.

O documento, ao longo de suas 120 páginas, oferece uma melhor compreensão do processo da desertificação, a partir de indicadores biofísicos consensuados na literatura sobre a temática: cobertura vegetal e tipos de solo, tanto vistos separadamente, como também de forma integrada. E para viabilização da primeira etapa deste levantamento, foi realizada a identificação/caracterização de fatores socioambientais (solos, ambientes, cobertura vegetal, clima e socioeconomia); mapeamento; processo digital e verificação da verdade terrestre.

Na segunda etapa, foram realizados 61 encontros, intitulados “Diálogos Municipais”, – abrangendo os 122 municípios que compõem o Semiárido Pernambucano – e 14 workshops por região de desenvolvimento. Os encontros permitiram aos atores locais trabalhar a percepção sobre temas gerais como o Semiárido e a desertificação, além do significado e importância do zoneamento. Ampliou ainda a discussão de forma mais balizada de aspectos específicos referentes aos territórios e às questões ambientais associadas às dimensões sociais e econômicas.

O dossiê faz parte do Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE/PE). Em 2004, o Ministério do Meio Ambiente apresentou o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN Brasil). Em 2009, Pernambuco elaborou o seu programa, pactuando com a iniciativa federal. O Brasil é signatário da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas (UNCCD).

 

Confira os documentos do Zoneamento das Áreas Suscetíveis à Desertificação

 

1. Relatório do Zoneamento de áreas Suscetíveis à Desertificação – clique aqui

 

2.  Dados condensados do Atlas das áreas suscetíveis à desertificação – clique aqui

 

3. Relatório de Workshops Regionais (Parte 1)  – clique aqui

 

4. Relatório de Workshops Regionais (Parte 2) – Clique aqui