webinário

Encontro marcou o início dos trabalhos para elaboração dos estudos ambientais do programa UC Pernambuco, da Semas-PE

Usar a própria natureza para reduzir os impactos negativos causados pelas mudanças do clima foi uma das soluções debatidas, nesta quarta-feira (26/05), no primeiro webinário do programa UC Pernambuco. Realizado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas/PE), o encontro marcou o início dos trabalhos para elaboração dos estudos ambientais que vão beneficiar 47 Unidades de Conservação (UCs) do Estado. O bate-papo online abordou a aplicação do chamado “modelo de Adaptação Baseada em Ecossistemas” (AbE) para UCs e contou com a participação de especialistas nacionais e regionais.

Segundo o secretário da Semas, José Bertotti, a iniciativa de conservação de ecossistemas proporcionada pelo programa é uma necessidade e se soma a outras ações já em curso no estado voltadas à construção de um modelo de desenvolvimento sustentável. “Hoje temos uma grande oportunidade de trocar informações e enriquecer ainda mais o programa UC Pernambuco, ao mesmo tempo que vamos sensibilizar e preparar a sociedade para o debate a respeito dos estudos ambientais das UCs os quais todos precisam fazer parte”, disse.

Para o professor da UNB e ex-secretário executivo da Convenção Sobre Diversidade Biológica (CDB) da ONU, Bráulio Dias, palestrantes no evento, o mundo enfrenta hoje uma grande crise de perda e degradação de ecossistemas, biodiversidade e serviços ambientais. Essas perdas, além dos problemas ambientais, causam impactos sociais e econômicos como a redução da oferta de água, queda na fertilidade do solo, redução de serviços de polinização e controle de pragas – ambos essenciais à agricultura –, assim como perdas em serviços associados a processos biológicos entre a planta e a atmosfera que geram as mudanças climáticas.

“Quero parabenizar a Semas e o Governo de Pernambuco por promover a realização de planos de manejo das unidades de conservação estaduais. Uma política forte envolvendo União, Estados e municípios para ampliar o esforço de conservação e restauração ecológica é uma das principais respostas aos desafios da perda de biodiversidade e à crise do aquecimento global”, afirmou Bráulio Dias. O pesquisador também elencou uma série de instrumentos para auxiliar nos trabalhos de elaboração dos estudos ambientais nas UCs pernambucanas.

Já a climatologista do Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA, e especialista em mudança do clima, Francis Lacerda, falou sobre os estudos realizados no estado que apontam para eventos de secas mais prolongadas e processos de desertificação. Também participou do evento Vivian Maité Castro, turismóloga e mestre em desenvolvimento em meio ambiente. Vivian apresentou os conceitos do modelo de Adaptação Baseada em Ecossistemas – AbE de forma prática aplicada às mudanças do clima.