A proteção do patrimônio natural dos pernambucanos integra uma das mais importantes políticas públicas ambientais do Governo do Estado. Para isso, foi instituído, em 2019, o Sistema Estadual de Unidades de Conservação da Natureza – SEUC. A Lei nº 13.787/2019 estabelece critérios e normas para a criação, implantação e gestão das Unidades de Conservação, além de dispor sobre o apoio e incentivo ao Sistema, bem como sobre as infrações cometidas no seu âmbito e as penalidades.

Atualmente, existem 89 Unidades de Conservação estaduais (UCs), sendo 44 de proteção integral e 45 de uso sustentável. De 2015 a 2020, o Governo de Pernambuco ampliou as áreas de preservação ambiental em 297 mil hectares, com a criação de novas Unidades de Conservação e ampliação de uma UC já existente. Essas iniciativas beneficiaram diretamente os biomas da Caatinga, Mata Atlântica e os ecossistemas Marinho e Costeiro. 

Vale destacar que as duas maiores área de preservação ambiental. O Refúgio de Vida Silvestre Tatu-bola, com uma área de 110 mil hectares, é a maior do Estado, dedicada à proteção da Caatinga, um bioma único no mundo, que só existe na região Nordeste do Brasil. A outra é APA Marinha Recifes-Serrambi, a primeira exclusivamente marinha criada pelo Governo de Pernambuco. Tem 84 mil hectares, é ainda a segunda maior UC e inclui o mar territorial defronte a quatro municípios.

Para fortalecer a conservação de todos esses territórios, que são verdadeiros tesouros, foi criado o Programa de Gestão Integrada das Unidades de Conservação de Pernambuco, constituído por membros da Semas e da Agência CPRH. A iniciativa se fez necessária diante do aumento de ameaças à biodiversidade como a perda de habitat, aumento da lista de espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção; e ainda de uma estrutura mais robusta para atendimento da demanda de efetivação da gestão nas UCs.

A proteção do meio ambiente é uma obrigação constitucional de todos os entes da federação brasileira e da sociedade em geral. Assim, as unidades de conservação são criadas para garantir a preservação de áreas ainda ricas em biodiversidade e com potencial de proteção. É fundamental a participação da sociedade e mais especificamente das populações inseridas ou no entorno das unidades. Para isso, são instituídos conselhos gestores como forma de envolver a coletividade na gestão da unidade.