Este é o segundo ano que organização da mostra de cinema adota esta prática ambiental, serão 1298 plantas, sendo 777 relativas aos inscritos em 2022 e 521 aos filmes submetidos na última edição.

O Curta Taquary, festival de cinema que acontece em Taquaritinga do Norte, Agreste pernambucanao, repete nesta sua 15ª edição a prática de plantar uma muda de árvore para cada filme inscrito, a exemplo do que aconteceu no ano passado. Somando as 521 mudas em 21, com as 777 deste ano, totalizam 1.298 novas árvores, ajudando a recuperar áreas degradadas por queimadas ou desmatamento. A iniciativa visa demonstrar o compromisso que o festival possui com as questões ambientais, ganhando lugar de destaque, tanto que as sessões, que este ano acontecem em formato híbrido, online e presencial, foram programadas em um período simbólico: começam em 16 de março, Dia Nacional da Conscientização das Mudanças Climáticas, e terminam em 22 deste mês, Dia da Água.

O secretário José Bertotti, de Meio Ambiente e Sustentabilidade, foi conferir de perto esta importante ação do festival. “ Eu fico imaginando a dificuldade que o pessoal do festival teve para escolher os filmes que foram exibidos aqui. São todos de muita qualidade, que mostram nossa cultura e nossa região. Apesar da pandemia, o pessoal não parou, continuou trabalhando e produzindo, nos dando a oportunidade de hoje está aqui neste festival. Então, foi muito massa, assistir aos filmes e ainda mais com essa pegada ambiental. Uma árvore pra cada filme é bom demais. Estas questões, cultura e meio ambiente estão muito ligadas, porque falam de vida, são eles que dão esperanças pra gente e mostram que em nosso futuro tem muita coisa de bom pra acontecer ainda. Estou muito feliz de está aqui no Curta Taquary”.

Ao longo de sua programação, o Curta Taquary promove a exibição de 113 curtas-metragens, agrupados em dez mostras competitivas e duas especiais, que abordam temas pertinentes para os nossos dias, como educação ambiental, questões de raça, sexualidade e gênero, respeito aos povos originários, entre outros. Realizadoras/es consagrades e novos talentos, do Brasil e de países como Chile, Argentina, Peru, México e França, se juntam nessa maratona cinematográfica, na qual a linguagem universal da arte dissolve fronteiras e aguça a sensibilidade.

Foto – Pedro Caldas