Semas recebe estudo de estuários do Recife feito pelo Instituto Cabanga

Com o viés da sustentabilidade, o estudo desenha um ordenamento das atividades náuticas nessas áreas

Um estudo sobre o ordenamento das cadeias produtivas na área estuarina do Recife foi apresentado, nesta quinta-feira (18), à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco. Produzido pelo Instituto Cabanga, o documento foi entregue pelo presidente da entidade, o comodoro Pedro Perez, em reunião com o secretário José Bertotti, na sede da pasta estadual, na Jaqueira.

Com o viés da sustentabilidade, o estudo propõe o ordenamento das atividades náuticas na região, levando em conta a geração de emprego e a capacitação de profissionais. A ideia do Instituto Cabanga é disponibilizar o documento para que sirva como um dos instrumentos de apoio ao Governo do Estado e a Prefeitura do Recife para construção de políticas públicas.

“Esta é uma iniciativa positiva e vamos analisar o documento. Entendemos que quanto mais organizadas as regras de convivência e as atividades náuticas nas regiões de estuário, maior é a proteção ao meio ambiente”, argumentou o secretário Estadual de Meio Ambiente, José Bertotti.

 

Semas e Instituto Cabanga
Comodoro Paulo Perez (e); o secretário da Semas, José Bertotti (c); e o ambientalista Mauro Buarque (d) conversaram sobre o estudo de ordenamento náutico nas áreas estuarinas do Recife.

Carbono Zero

Outro tema tratado no encontro foram as alternativas de mobilidade sustentável para Fernando de Noronha, com vistas ao programa Noronha Carbono Zero. Representante da montadora chinesa Shineray no Brasil, Pedro Perez também apresentou as motos elétricas da marca como uma opção para deslocamentos dentro da ilha, com emissão zero de CO2. Por lei, a partir de 2022, nenhum carro a combustão (movidos a gasolina, álcool ou óleo diesel) poderá entrar na ilha.

A lei que proíbe a entrada e a circulação de carros que emitam dióxido de carbono no arquipélago de Fernando de Noronha foi sancionada pelo governador Paulo Câmara em janeiro do ano passado. A legislação ainda prevê que esse tipo de veículo não poderá mais circular a partir de 2030, sendo permitido apenas veículos a base de energia limpa no território.

 

Fotos: Lu Rocha/Semas-PE