Esta semana tem visita agendada a Panelas e Paranatama, atendendo a um chamado da prefeitura e de uma organização não governamental, que querem conservar importantes áreas ambientais nos municípios 

Na sua região tem alguma reserva de Mata Atlântica, de Caatinga ou nascentes de água doce que você (governo municipal ou organização não governamental) queira proteger e transformar numa unidade de conservação? Envie uma comunicação à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco solicitando uma visita técnica ao local. A Semas recebe o comunicado, agenda uma visita e envia uma equipe de técnicos especializados para avaliar a área, indicar os processos de documentação, os melhores caminhos para busca de apoio e para mostrar os editais em andamento ou linhas de incentivo que podem ajudar a colocar em prática a sua ideia. Com este propósito, no dia 10 de maio, a Semas estará em Panelas, e no dia 12 de maio, em Paranatama, região do semiárido de Pernambuco.  

Em Panelas, a Semas será recebida pelo Instituto Mata Viva, que solicita cooperação técnica para as atividades de educação ambiental e capacitação de agricultores familiares em agroecologia, recuperação de nascentes, entre outras pautas. Já em Paranatama, a Semas se reunirá com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, que solicita orientação na preparação de documentos para a criação do Parque Ambiental Serra do Maracujá. As regiões apresentam os biomas da Caatinga e Mata Atlântica. 

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco está bem determinada no compromisso de neutralizar as emissões de carbono no estado até 2050, como uma estratégia de antecipação e enfrentamento aos efeitos do aquecimento global e mudanças climáticas que atingem o mundo todo e que no estado já podem ser sentidas do Litoral ao Sertão. A conservação, o reflorestamento e a recuperação de áreas degradadas dos biomas da Caatinga e Mata Atlântica estão entre as medidas estudadas em Pernambuco que podem contribuir para a redução da emissão de gases poluentes na atmosfera, uma atenção especial do Estado à meta da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) de alcançar pelo menos 30% das áreas terrestre e marinha como espaços de conservação de ecossistemas formalmente protegidos, sendo 10% sob proteção integral. O Estado de Pernambuco vem discutindo estratégias para ampliar o número de unidades de conservação. Neste contexto, a Semas entende que a participação da sociedade e dos municípios é fundamental neste processo.  

Com o suporte do Fundo Estadual de Meio Ambiente (FEMA), por exemplo, abriu quatro editais que incentivam projetos de recuperação de nascentes, reflorestamento de áreas degradadas, implantação de viveiros florestais municipais e o fortalecimento da rede de mulheres produtoras, coletoras e guardiãs de sementes. Além disso, em breve disponibilizará o Edital de Nascentes. Para acompanhar o andamento dos editais da Semas, acesse: https://semas.pe.gov.br/editais/

Foto – Lu Rocha/ Semas PE