O estuário do rio Formoso, localizado nas Áreas de Proteção Ambiental de Guadalupe e Costa de Corais, litoral sul de Pernambuco, é um dos locais mais lindos e ricos em biodiversidade do Brasil. É território da pesca artesanal, de comunidade quilombola e atrai turistas de vários lugares do país e do mundo. Nos últimos anos, a região passou a vivenciar conflitos relacionados ao uso das atividades náuticas recreativas, turísticas e pesqueiras, principalmente durante o verão, quando há um aumento significativo do fluxo de pessoas e embarcações.

Para garantir a conservação da biodiversidade local com a participação das atividades humanas, conciliar e ordenar esses usos do ambiente costeiro (estuarino e marinho), a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) criaram o Zoneamento Ambiental e Territorial das Atividades Náuticas (ZATAN) para esta região. Como complemento deste instrumento, foi realizada a atualização do estudo da capacidade de carga local, que determina o número de pessoas, embarcações, atividades de recreação e de turismo que os ambientes são capazes de suportar, sem causar danos as suas características naturais. O documento já está disponível no site da Semas para leitura (clique aqui).

O estudo, que está previsto no Plano de Manejo da APA de Guadalupe, envolve a região do estuário do Rio Formoso e as praias e piscinas naturais de Guadalupe, Gamela, Carneiros, Tamandaré e Ilha de Santo Aleixo, e auxiliará na definição de normas para o ordenamento do turismo náutico na região. O regramento tem entre seus objetivos a conservação ambiental, o aperfeiçoamento e a continuidade de práticas territoriais que fazem parte da herança cultural local e a conciliação dos diversos interesses socioeconômicos.

A iniciativa faz parte da implementação da Política Estadual de Gerenciamento Costeiro e foi desenvolvida pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco e CPRH em parceria com os municípios de Tamandaré, Rio Formoso e Sirinhaém. E contou com a colaboração do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha, por meio da Deutsche Gesellschaftfür Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. Além dessas parceiras, a iniciativa contou com o apoio do jangadeiro e exímio conhecedor da região, Dario, durante a expedição de campo para validar as dimensões das piscinas naturais.