Representantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas-PE), da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), do Ibama, da Marinha, do ICMBio Costa dos Corais, da Câmara Técnica do Consórcio Nordeste, entre outros órgãos ambientais, se reuniram na tarde desta quinta-feira (13), para discutir o processo de destinação dos fragmentos de óleo que apareceram, desde o final do mês de agosto, nas praias do litoral nordestino, especialmente nos estados de Pernambuco e Alagoas.

A reunião, que aconteceu de maneira remota, serviu para que os órgãos ambientais expusessem os seus respectivos trabalhos durante este período de crise e alerta ambiental. O objetivo do encontro foi facilitar a discussão entre estados, municípios e o governo federal acerca da destinação final adequada dos resíduos já recolhidos.

Pernambuco recolheu aproximadamente oito toneladas de fragmentos de óleo. Dessas, cinco estão acondicionadas no CEPENE, em Tamandaré. As outras três toneladas estão dispersas em locais armazenados pelas prefeituras dos outros municípios litorâneos. Ao todo, foram doze as cidades atingidas pelo aparecimento de óleo em Pernambuco.

A partir da reunião de hoje, foram tirados alguns encaminhamentos para melhor operacionalizar a destinação final dos fragmentos de óleo. Desta forma, ficou decidido que a Semas e a CPRH farão o mapeamento de todo o material recolhido até aqui, em Pernambuco, identificando volumes e locais exatos onde estão acondicionados. Além disso, as duas instituições irão verificar, através de consulta, a possibilidade de que as sementeiras recebam esse material.

A secretária estadual de meio ambiente e sustentabilidade de Pernambuco, Inamara Mélo, reforçou também a necessidade de que haja uma definição mais clara e objetiva sobre as responsabilidades de cada ente federativo em situações de emergência ambiental. Reforçando a necessidade de pactuação para benefício dos trabalhos. Ressaltando também a necessidade de que a União adote medidas preventivas para situações como esta, e não apenas iniciativas mitigadoras. “Aqui em Pernambuco, quando começaram a aparecer os fragmentos de óleo, nós acionamos imediatamente o Plano de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais (P2R2), que é o nosso protocolo a nível estadual. Mas é importante fazermos a pactuação com os entes federativos”, concluiu Inamara.