Encontro on-line contou com a parceria da CIEA/PE, CPRH, UFRPE e UPE, e foi transmitido pelas redes sociais das instituições

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas/PE) realizou, nesta quinta-feira, 15/10, a live sobre o tema “Política de Educação Ambiental de Pernambuco – PEAPE: caminhos e desafios”. O encontro que teve abertura de José Bertotti, secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, contou com a participação dos especialistas da área e professores Janaína Macêdo, gerente de educação ambiental e Genilse Gonçalves, técnica pedagógica em educação ambiental, ambas da Semas, Walber Santana, coordenador de sustentabilidade da UFRPE, além de Elisabete Braga, professora da Escola Politécnica da UPE. O objetivo foi debater as estratégias de implantação da Política de Educação Ambiental de Pernambuco – PEAPE, instituída em 2019, cujas diretrizes e ações estão voltadas para os municípios pernambucanos.

O evento realizado na mesma data em que se comemorou o Dia Nacional do Professor (15 de Outubro) foi promovido com o apoio da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Estado de Pernambuco (CIEA/PE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Universidade de Pernambuco (UPE).

O secretário da pasta ambiental, José Bertotti, ressaltou o importante papel da CIEA na elaboração da Lei que foi promulgada após aprovação na Assembleia Legislativa, instituindo, em 2019, Política de Educação Ambiental de Pernambuco.

Para ele, “essa é uma prioridade das ações do Governador Paulo Câmara: trabalhar o desenvolvimento sustentável, ancorado na educação ambiental e a PEAPE tomou, neste sentido, a dimensão de política pública de estado”, frisou o secretário.

Confira os principais temas debatidos do encontro:

Processo participativo de construção da PEAPE no Estado – A técnica pedagógica em educação ambiental, Genilse Gonçalves, da Semas, abordou o trabalho realizado pela Semas, com o apoio da CIEA/PE em todo o estado, entre 2017 e 2018: “foi um processo de construção que envolveu atores que trabalham na educação formal e não formal, além dos cidadãos interessados na efetivação da educação ambiental nos seus lugares de fala e ação cotidiana”.

Fortalecimento a CIEA/PE e importância dos conceitos e fundamentos da Política de Educação Ambiental – Durante o encontro on-line, o coordenador de Sustentabilidade da UFRPE, Walber Santana, historiou a retomada e o fortalecimento da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Estado de Pernambuco, colegiado que coordenou o processo de construção da política voltada para a educação ambiental. Para ele: “o instrumento normativo da PEAPE contém conceito, premissas e objetivos que prezam por aspectos fundamentais da educação, e concebe a educação ambiental como processo transformador e participativo. Como trabalho em uma universidade, destaco entre os seus objetivos aquele que busca aprimorar o desenvolvimento científico e tecnológico, visando a promoção da preservação, da conservação e da recuperação do meio ambiente. É um objetivo extremamente arrojado e que agora foi transformado em lei”.

Processo de implantação da PEAPE – Segundo a gerente de educação ambiental da Semas/PE, Janaína Macêdo, a Lei da Política de Educação de Pernambuco é bem didática e aponta os caminhos a serem percorridos para a sua implementação. Um dos aspectos que ela aponta como fundamental é a participação dos municípios: “a educação ambiental precisa estar integrada com as diversas secretarias e instâncias municipais. Ela precisa ser trabalhada e entendida desta maneira pelos gestores, pois somente desta forma poderemos entender os problemas locais, regionais e planetários”.

Momentos históricos da educação ambiental – A professora da UPE, Elisabete Braga, que representou a organização não governamental Sociedade Nordestina de Ecologia na CIEA, destacou importantes eventos da história da educação ambiental, no Brasil e no mundo.

Na Conferência de Belgrado, em 1975, de surge Carta de Belgrado, um dos primeiros programas de educação ambiental; em 1977, durante a Conferencia de Educação Ambiental, em Tbilisi, localizada na Geórgia, no leste europeu, foram definidos marcos fundamentais sobre o tema, entre eles a participação e a interdisciplinaridade. No Brasil, o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis foi elaborado na Conferência das Nações Unidas – ECO 92, no Rio de Janeiro, por representantes 173 países e de suas ONGs.

A bióloga e professora do curso de engenharia civil da Escola Politécnica/UPE destacou, durante o encontro on-line promovido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente que: “diante da difícil situação por que passam instituições e colegiados nacionais de proteção ao meio ambiente, é motivador estamos vivendo em um estado que valoriza e entende a importância de um meio ambiente sadio para uma boa qualidade de vida da sua população”.

Texto e imagens: Flávia Cavalcanti