Live a ser realizada no Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca trará experiência de fora do estado sobre combate ao fenômeno e a sua convivência com ele no semiárido

 

Com o objetivo de refletir sobre a relação entre o Zoneamento das Áreas Suscetíveis à Desertificação e sua aplicabilidade como instrumento de gestão, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas/PE) realiza, nesta quinta-feira (17), às 15h, o webinário Conhecer, prevenir e recuperar para um futuro sustentável. A live, que faz alusão ao Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, discutirá vários aspectos do mapeamento produzido sobre desertificação, apresentando uma experiência importante de enfrentamento ao fenômeno, que vem sendo desenvolvida, há alguns anos, no semiárido baiano. O encontro será transmitido pelo canal da Semas no Youtube e contará com a exposição de pesquisadores e especialistas.

Participam do encontro online o gerente de Biodiversidade e Floresta da Semas e Engenheiro Florestal, Sérgio Mendonça; e o pesquisador da Embrapa Semiárido, Iêdo Bezerra de Sá, engenheiro florestal pela UFRPE, mestre em Sensoriamento Remoto e doutor em Geoprocessamento. A pesquisadora da Fundaj, Edneida Rabêlo Cavalcanti, doutora em Recursos Hídricos pela UFPE e Universidade Nova de Lisboa. Edneida realiza pesquisas em educomunicação; educação ambiental; áreas protegidas e gestão integrada em terras secas. O webinário ainda traz o especialista em Ecologia, Maurício Aroucha. Ele é coordenador da Ong Agendha, que atua com políticas de desenvolvimento humano e agroecologia. Na ocasião, apresentará experiência desenvolvida no semiárido da Bahia de combate à desertificação.

Sérgio Mendonça destaca a importância de discutir um tema tão premente, principalmente em tempos de mudanças climáticas, levando em consideração os aspectos sociais. “Realizamos, em Pernambuco, um zoneamento que difere dos padrões comuns, não é apenas um zoneamento estilo cartesiano. Além da parte de mapas, tipos de solo, meio físico, indicadores e cobertura vegetal, demos um zoom na parte social. Verificamos em que nível de desertificação estão os 123 municípios do semiárido, a partir do olhar do catingueiro e da catingueira, com quem discutimos sobre o processo de desertificação. Agora iniciamos um novo desafio de usar esse instrumento para guiar as políticas públicas”, explicou.

Zoneamento – A publicação Zoneamento das Áreas Suscetíveis à Desertificação de Pernambuco foi lançada, em março, pela Semas. O documento foi desenvolvido pela secretaria em parceria com a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Embrapa Semiárido. A iniciativa vai subsidiar a formatação de novas políticas públicas de desenvolvimento sustentável para o semiárido.

A publicação, ao longo de suas 120 páginas, oferece uma melhor compreensão do processo da desertificação, a partir de indicadores biofísicos consensuados na literatura sobre a temática: cobertura vegetal e tipos de solo, tanto vistos separadamente, como também de forma integrada. Para viabilizar a primeira etapa do estudo, foi realizada a identificação/caracterização de fatores socioambientais (solos, ambientes, cobertura vegetal, clima e socioeconomia); mapeamento; processo digital e verificação da verdade terrestre. Na segunda, foram realizados 61 encontros, intitulados “Diálogos Municipais”, – abrangendo os 122 municípios – e 14 workshops por região de desenvolvimento.