O Zoo Solidário começa neste domingo, 05/06, Dia Mundial do Meio Ambiente, e visa arrecadar donativos para catadores e pescadores impactados pelos temporais

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) vai transformar o Parque de Dois Irmãos em um ponto de arrecadação de donativos para ajudar os catadores de materiais recicláveis e os pescadores artesanais vítimas das chuvas. Trata-se da campanha Zoo Solidário, que inicia neste domingo (05/06), Dia Mundial do Meio Ambiente, e segue até 30 de junho. Devido aos problemas causados pelos temporais em Pernambuco, a Semas decidiu centrar forças em prol de amenizar a dor das vítimas das chuvas extremas e adiar as atividades comemorativas da Semana do Meio Ambiente, que ocorreriam na próxima semana.

“Este é um momento de unirmos forças, chegar ainda mais perto das pessoas e ajudar as vítimas dos temporais que castigaram o estado. Todo o Governo de Pernambuco está empenhado nesse propósito e nós vamos trabalhar para que os materiais arrecadados cheguem o mais rápido a quem precisa”, afirmou a secretária de Meio Ambiente do Estado, Inamara Mélo, dizendo contar com a solidariedade dos mais de 25 mil visitantes semanais do zoológico do Recife, localizado na Zona Norte da capital. Os materiais solicitados à população são mantimentos, cestas básicas, água mineral, itens de higiene pessoal, colchões e outros produtos de primeira necessidade.

O “Zoo Solidário” tem como foco as comunidades de pescadores artesanais e catadores de materiais recicláveis, populações fortemente impactadas pelo fenômeno meteorológico. Os catadores fazem parte de uma parcela da população que vive em condições de moradia precária e em área de risco. Afora terem suas residências atingidas, eles estão sofrendo um impacto econômico imediato na renda, devido à perda de material estocado em galpões para venda, impossibilidade de fazer novas coleta, dificuldades nas vendas por os produtos estarem contaminados. Como se trata de uma comunidade que sobrevive da renda obtida no dia de trabalho, está ocorrendo um comprometimento imediato do sustento dessas famílias.

O mesmo se observa com os pescadores artesanais que tradicionalmente vivem em áreas ribeirinhas. Com as inundações, eles tiveram suas habitações já precárias diretamente afetadas, assim como a atividade econômica. A elevação das águas gerou aumento de vegetação flutuante, dispersão de baronesa, plásticos, materiais volumosos e contaminantes, além de provocar a turbidez da água. Tudo isso impede a realização da pesca e dificulta a comercialização dos produtos, afetando a renda desse segmento.

Foto: Pedro Caldas/ Semas PE