Animal faz parte do projeto Preguiça-de-garganta-marrom e recebeu microchip de identificação

Após 05 anos de preparação e cuidados, Karine, uma preguiça-de-garganta-marrom, foi reintroduzida à vida livre, na manhã desta quarta-feira, 17, pelos técnicos do Parque Estadual Dois Irmãos. Karine foi acolhida ainda filhote, em 2016, e depois de um trabalho de readaptação foi solta na Alameda dos Primatas, nas matas do Parque de Dois Irmãos. A unidade conservacionista é administrada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semas) e, em parceria com demais instituições, desenvolve trabalhos de reintrodução de várias espécies à natureza, a exemplo da preguiça Karine.

Durante a permanência no parque, o animal ficou sob os cuidados da equipe do Instituto Preguiça-de-garganta-marrom coordenado pela bióloga do zoológico de Dois Irmãos, Fernanda Faustino, que desenvolveu uma técnica para passar aos filhotes que chegam, condições de sobrevivência quando retornam à natureza.

“Além de cuidar e acompanhar o desenvolvimento do animal, desenvolvemos técnicas para ensiná-lo hábitos naturais da espécie em vida livre. Normalmente, o filhote aprende a sobreviver e se defender com a mãe, que serve de exemplo. Longe delas, se torna mais difícil e demorado esse processo. Muitas vezes, os bichos resgatados não conseguem voltar à natureza, por não desenvolverem tais habilidades”.

O secretário da Semas, José Bertotti, participou da soltura, ao lado de voluntários de algumas universidades e parceiros, como a clínica veterinária Animalis, responsável pelo microchip de identificação do animal.

”A gente tem centrado, aqui no Parque, as ações do projeto Preguiça-de-garganta-marrom. E a preguiça Karine esteve aqui desde pequenina, crescendo sob os cuidados do zoo, mas dentro do nosso projeto que prevê todo um trabalho de readaptação para o retorno à vida silvestre. Ela já tinha vindo, em 2019, para o primeiro contato com a mata com um rádio transmissor e, agora, recebe um microchip para identificação, porque vamos continuar monitorando e realizando estudos. E este projeto, já colocou mais de 80 preguiças nestes ambientes naturais parcerizando inclusive com outros estados do Brasil. Isto para que estes animais não entrem em risco de extinção e a gente possa garantir a educação ambiental e a preservação”, afirmou o secretário.

O trabalho do Parque consiste em desenvolver pesquisa científica com a espécie Bradypus variegatus e avançar nos estudos já desenvolvidos sobre o animal.

Fotos: Lu Rocha