O município, localizado no litoral sul de Pernambuco, possui importantes remanescentes de Mata Atlântica e nascentes de água

Atento à meta da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) de alcançar pelo menos 30% das áreas terrestre e marinha como espaços de conservação de ecossistemas formalmente protegidos, sendo 10% sob proteção integral, o Estado de Pernambuco vem discutindo estratégias para ampliar o número de unidades de conservação. Com o objetivo de identificar áreas que atendam a esta finalidade, a secretária estadual de Meio Ambiente, Inamara Mélo, junto com a equipe SEMAS, realizou nesta quarta-feira (04/05) uma visita técnica ao município de São José da Coroa Grande, no litoral sul de Pernambuco.

São José da Coroa Grande: Inamara Mélo, Leonardo Melo, Sérgio Mendonça em visita técnica

O município possui remanescentes de Mata Atlântica, nascentes de água que alimentam rios da região e aspectos ecológicos que propiciam a conservação de diversas espécies de fauna e flora, algumas ameaçadas de extinção. “A ONU estabelece que 30% de cada bioma deve ser protegido e transformado em unidades de conservação. Para avançar a esse patamar, devemos agir rápido e mapear as áreas que precisam ser transformadas em unidades de conservação, pois temos um patrimônio natural e áreas com grande relevância ecológica que não podem ser perdidos. A isso se junta o desafio de inovar nas formas de gestão que nos assegure a proteção desse patrimônio do povo pernambucano”, ressalta Inamara Mélo.

Equipe Semas numa remanescente de Mata Atlântica, em São José da Coroa Grande

Pernambuco possui atualmente 90 Unidades de Conservação, das quais 74 são geridas pelo Estado. A Semas lançou, em abril de 2021, o programa UC Pernambuco, o maior conjunto de estudos ambientais em áreas remanescentes de Mata Atlântica e Caatinga do Estado. A iniciativa está beneficiando 47 Unidades de Conservação (UCs) estaduais com pesquisas, elaboração de planos de manejo e criação de conselhos gestores. Os trabalhos abrangem um território de 243,6 mil hectares e devem ser concluídos até janeiro de 2023.

Fotos: Lu Rocha/ Semas PE