Pernambuco é considerado altamente vulnerável à mudança do clima tanto na área litorânea, como nas regiões do Agreste e Sertão. Isso porque essas estão muito suscetíveis a processos de desertificação. Por critérios de índice de aridez, o Estado soma 135 municípios em áreas sujeitas à desertificação, um número que corresponde a 90,68% do território. 

Para enfrentar essa realidade, a Semas-PE conta com uma gerência voltada à promoção da adaptação e resiliência no semiárido. Ela é responsável por desenvolver iniciativas de combate à degradação do solo e à desertificação, além de medidas que visem à segurança hídrica, energética, alimentar e saneamento básico. São ações que contemplam ganhos sociais, econômicos e ambientais para essas regiões.

Trata-se de iniciativas como o Zoneamento das Áreas Vulneráveis à Desertificação no Estado e o Projeto de Módulos de Manejo Sustentável da Agrobiodiversidade. O primeiro é um estudo que orienta ações reparadoras, ao identificar os principais agentes causadores da desertificação. Já o segundo atende comunidades rurais com a implantação de benfeitorias para diminuir o impacto e gerar uma convivência mais sustentável entre o homem do campo e as áreas de vegetação preservadas. 

Assim, a Gerência de Resiliência do Semiárido se dedica a:

– Mapear zonas de maior vulnerabilidade e propor medidas de adaptação e mitigação;

– Incentivar medidas que favoreçam a mitigação e adaptação às mudanças climáticas;

– Educar/divulgar/estabelecer fóruns e promover a conscientização acerca da mudança do clima;

– Proteger, recuperar, ampliar os sumidouros e reservatórios de GEE, por meio da conservação e recuperação e uso sustentável dos recursos naturais.