As UCs estão localizadas nos munícipios de São Vicente Férrer, Timbaúba, Vicência e Macaparana, na Mata Norte do estado

A realidade dos Refúgios da Vida Silvestre (RVS) Matas do Siriji e Matas de Água Azul, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, foi amplamente discutida, nesta terça-feira (05), em São Vicente Férrer, durante Oficina de Diagnóstico Participativo promovida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Cerca de 20 pessoas estiveram presentes ao encontro e trocaram informações importantes sobre as duas Unidades de Conservação com a equipe do Programa UC Pernambuco. As UCs estão localizadas nos munícipios de São Vicente Férrer, Timbaúba, Vicência e Macaparana e, no âmbito do projeto, fazem parte do Agrupamento Mata Norte.

Através de diversas atividades realizadas com os participantes, os técnicos do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), organização contratada para executar o Programa, juntamente com profissionais da Associação Plantas do Nordeste (APNE), instituição parceira responsável pela mobilização social e por trabalhar os diagnósticos neste Agrupamento, conseguiram extrair dados essenciais que ajudarão na elaboração dos Diagnósticos Socioambientais, além de subsidiar as demais etapas do projeto, apontando elementos fundamentais para os Planos de Manejo de cada Unidade de Conservação. Além disso, também serão realizadas abordagens sobre a criação de Conselhos Gestores e estudos que apontem oportunidades de criação de corredores ecológicos para essas áreas.

As duas UCs se constituem em importantes áreas de preservação ambiental na Zona da Mata Norte de Pernambuco. O RVS Matas do Siriji, que está localizado no município de São Vicente Férrer, por exemplo, está inserido nos domínios da Mata Atlântica, numa área total de 645,94 hectares, integrando o segundo maior bloco de Floresta Atlântica contínua ao norte do rio São Francisco: a Serra do Mascarenhas. Já o Refúgio da Vida Silvestre Matas de Água Azul, que fica nos limites entre Timbaúba, Vicência e Macaparana, numa área total de 4.652,57 hectares, é considerado de extrema importância para a conservação da diversidade biológica da Floresta Atlântica. Ele está inserido no chamado Centro de Endemismo de Pernambuco, região que abriga várias espécies endêmicas de animais e vegetais

PROGRAMA – O Programa UC Pernambuco é uma iniciativa da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS) e recebe recursos provenientes da compensação ambiental arrecadados pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), órgão responsável pelo gerenciamento das Unidades de Conservação no Estado. O objetivo é a promoção de soluções integradas no que diz respeito à gestão ambiental de UCs. Ao todo, serão contempladas 47 Unidades, distribuídas por 35 municípios, localizadas em áreas dos biomas Caatinga e Mata Atlântica e ecossistemas associados, que estão divididas em agrupamentos para execução do Programa.

Texto e fotos: Hugo Figueirêdo/ Itep