Dando continuidade às atividades do Programa UC Pernambuco, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas-PE) realizou nesta quarta-feira (26) mais uma rodada de oficinas de Zoneamento e Programas do Agrupamento Suape, que abarca Unidades de Conservação (UCs) nos municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. Assim como ontem, o encontro ocorreu na Escola Municipal Santo Cristo, no centro de Ipojuca.

A oficina desta quarta-feira (26) contou com a apresentação dos programas e o alinhamento das ações e metas que devem ser adotadas pelas Unidades no intuito de prezar pela conservação das áreas a partir de uma gestão ambiental eficiente e participativa. Por isso, ao longo do dia, foram apresentadas pelos participantes ligados às áreas do Agrupamento Suape (Parque Estadual Mata de Duas Lagoas e Mata do Zumbi, Floresta Urbana de Camaçari e Área de Relevante Interesse Ecológico Ipojuca Merepe), atividades voltadas para a educação ambiental, desenvolvimento sustentável, fiscalização, recuperação de áreas degradadas, ecoturismo e pesquisa científica.

Gleidvander Santos, presidente da Associação de Moradores e Amigos de Itapuama, que fica inserida na área da Mata de Camaçari, participou dos dois dias de evento e destacou a importância das oficinas por atrelarem conservação ambiental com desenvolvimento social. “Precisamos pensar no meio ambiente como um todo, pensar no social, no ecológico e no humano. A gente vê aqui que há uma imensa biodiversidade em Pernambuco. Então para nós é um privilégio muito grande, e extremamente importante, estar participando desse trabalho. Um trabalho que é importante para o nosso lugar, mas também para todo o nosso Estado”, afirmou.

O representante da Comunidade Quilombola Ilha de Mercês, em Ipojuca, falou sobre a importância das oficinas para a ampliação do debate acerca do que é recomendado, ou não, para a preservação das Unidades. “A gente tem que preservar o meio ambiente e ver o que podemos fazer, ou não, nas nossas áreas. Por exemplo, saber quais os melhores alimentos para serem cultivados em determinado local. Isso é muito importante porque cultivando hoje, preservando agora, os nossos filhos e netos vão ter onde buscar a subsistência amanhã. Pois, se deixarmos as coisas do jeito que estão, daqui a pouco não vamos ter mais nada no nosso planeta”, refletiu José Reis da Silva, que na Comunidade Quilombola é conhecido como Martins.

As oficinas desta terça e quarta-feira foram desenvolvidas de modo a facilitar a gestão ambiental das Unidades de Conservação estaduais. Seguindo a premissa estabelecida pelo Governo de Pernambuco, o Programa UC Pernambuco é uma iniciativa que visa elaborar instrumentos, de modo participativo, para que as unidades tenham uma gestão ambiental eficiente e responsiva. A meta do Programa é que as UCs tenham diagnósticos, conselhos gestores e planos de manejo, que, por fim, beneficiem a gestão ambiental das respectivas áreas.

Fotos: Allan Canuto.