Secretário de Meio Ambiente, José Bertotti, integra o painel “O oceano de amanhã frente aos desafios da sua sustentabilidade hoje”, às 14h, transmitido ao vivo pelo canal do Instituto Ethos no YouTube

Movimentos sociais, comunidade científica, representantes de ONGs, governos, o setor privado e público brasileiro se reúnem, nesta quinta-feira (12), a partir das 9h, para o segundo e último dia de debate nacional sobre o aquecimento do planeta, suas consequências e soluções. A Conferência Brasileira de Mudança do Clima (CBMC), que acontece de forma virtual e gratuita este ano, entra na sua reta final trazendo nove painéis e mais de 11 horas de diálogos. Entre os temas abordados estão os impactos da crise climática nos oceanos e terras secas, o problema da desertificação, o perfil das emissões de gases de efeito estufa, as oportunidades da economia de baixo carbono e os novos empregos.

Pernambuco integra o painel “O oceano de amanhã frente aos desafios da sua sustentabilidade hoje”, que ocorre às 14h. O secretário Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, José Bertotti, mediará o diálogo que conta com a participação de João Luiz Nicolodi, do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal de Rio Grande (FURG); Moacyr de Araújo, presidente da Rede Clima e vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e de Camila Yamahaki, doutora em Administração pela Middlesex University (Reino Unido) e atuação na área de sustentabilidade e Investimento Responsável em organizações como Trench, Rossi & Watanabe, SESI, AccountAbility, UK Sustainable Investment and Finance (UKSIF)

“A maneira como iremos enfrentar os impactos causados nos oceanos pela ação do homem e a perda da biodiversidade dos seus ecossistemas precisa ser tratada de forma conjunta entre governo, pesquisadores e sociedade. A urgência de se reverter a poluição por plástico e a adoção de medidas de enfrentamento às mudanças do clima requer um esforço global”, assegurou o secretário José Bertotti.

Esse diálogo vai abordar as relações da importância socioeconômica e da biodiversidade dos oceanos e a gravidade representada pelos impactos das mudanças climáticas. Para o desenvolvimento sustentável dos oceanos e de seus recursos, é fundamental discutir as pressões humanas nos ecossistemas marinhos, como poluição marinha, superexploração de recursos vivos marinhos, degradação costeira, mudança climática e acidificação dos oceanos e seus impactos. Também é necessário coordenação intersetorial eficaz e ampla cooperação entre os estados em todos os níveis e a sociedade, segundo as premissas da United Nations Convention on the Law of the Sea (UNCLOS) (Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, em livre tradução).

Mais programação – Pela manhã, o público poderá acompanhar três painéis da CBMC. “Terras secas na América Latina – avanços e desafios” abre a programação às 9h, e irá abordar o tema da desertificação, a partir de um olhar e perspectiva macrorregional. Já às 10h10, será realizado o debate “Desertificação no semiárido brasileiro – produção de conhecimentos e políticas públicas”, que trará a discussão sobre diferentes contribuições, tomando como ponto de partida estudos e pesquisas realizadas com foco no semiárido brasileiro e oriundas de diferentes espaços e áreas de produção do conhecimento.

À tarde, destaque também para a atividade das 15h10, com o tema “Conectando e interligando a gestão dos oceanos e zona costeira”. A conversa será em torno da necessidade de um sistema integrado, interdisciplinar e intersetorial com maior cooperação, coordenação e coerência política, em todos os níveis, para a implementação de políticas sustentáveis com vistas à gestão dos oceanos integrada às zonas costeiras. Participam do painel as professoras e pesquisadoras Ana Paula Prates, do JBRJ/ICMBIO; e Yara Schaeffer Novelli, da Universidade de São Paulo (USP), como debatedoras. Beatrice Padovani fará a moderação.

A Conferência – A CBMC é uma iniciativa coletiva que conta com 20 correalizadores: Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Artigo 19, Centro Brasil no Clima (CBC), Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pernambuco (Semas-PE), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Fundação Amazonas Sustentável (FAS), FGV/EAESP – Centro de Estudos em Sustentabilidade, Fundacion Avina, Hivos, ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, Instituto Clima e Sociedade (iCS), Instituto Ethos, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM Amazônia), Observatório do Clima, Prefeitura do Recife, Projeto Saúde & Alegria, Rede Brasil do Pacto Global, Rede de Cooperação Amazônica (RCA), Reos Partners e WWF Brasil.

Confira a programação completa: https://www.climabrasil.org.br/