O Governo de Pernambuco, em parceria com a União Europeia, está elaborando o plano de descarbonização da economia do Estado. É o programa Pernambuco Carbono Neutro, que visa criar um roteiro sólido para neutralizar as emissões de gases do efeito estufa até 2050, garantindo o desenvolvimento sustentável, com emprego, renda, qualidade de vida, preservação ambiental e vantagens competitivas no mercado internacional. Coordenada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a iniciativa teve o roteiro da pesquisa, atividades e metodologias apresentadas pela equipe técnica do projeto, em reunião do Fórum Clima.

Com a medida, Pernambuco se torna pioneiro na realização desse tipo de estudos no Nordeste, e ganha relevância em âmbito latino-americano por usar as mesmas ferramentas aplicadas no novo relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU). Todo esse aparato tecnológico e institucional estará focado em construir de forma participativa um novo futuro. A missão é contribuir para que Pernambuco tenha uma economia inteligente, de baixo carbono, que promova o desenvolvimento realmente sustentável, com emprego, renda e melhoria da qualidade de vida das pessoas sem esquecer de cuidar da natureza.

O Plano de Descarbonização é elaborado a partir de projeções da economia atual, considerando os setores que mais impactam em termos de liberação dos gases causadores do aquecimento global. Com isso, será desenhada a trajetória para alcançar a neutralidade carbônica, ou seja, as medidas mais eficazes para acabar com as emissões ou compensar aquilo que não for possível deixar de produzir. De forma consistente, o estudo apresentará metas escalonadas de redução a serem alcançadas em 2025, 2035 e 2050. Serão, inclusive, apontados os investimentos necessários e os impactos sociais e econômicos decorrentes das ações propostas.

Na construção do plano, será levada em consideração a substituição de matrizes energéticas por tecnologias de baixo carbono. Também não está descartada a possibilidade de um mercado de carbono, a exemplo do que já ocorre na Europa, com créditos de carbono para empresas que reportem suas emissões e atinjam determinados patamares. A versão final do Plano de Descarbonização será publicada em fevereiro de 2022, mas vários produtos intermediários serão consolidados e debatidos. Entre eles está a síntese das políticas públicas propostas para adoção das soluções de baixo carbono. Esse documento será apresentado por Pernambuco na COP 26, em novembro, na Escócia.