A Superintendência de Meio ambiente de Fernando de Noronha, retomou essa semana o trabalho educativo e de fiscalização no aeroporto Governador Carlos Wilson sobre a proibição de plásticos descartáveis no arquipélago. A ação, que faz parte do Programa Plástico Zero, orienta turistas e moradores que desembarcam na ilha portando plásticos. A fiscalização é contínua, mas estava suspensa devido à pandemia.

“A retomada das ações sobre a conscientização das pessoas que desembarcam em Noronha é um trabalho extremamente importante. A partir do momento que o decreto foi homologado, o trabalho de conscientização passou a ser nacional. Precisamos reduzir a quantidade de plásticos que entram na Ilha, principalmente por sermos exemplo no Brasil”, disse a superintendente de Meio Ambiente, Mirella Morais.

Durante a ação, a equipe de fiscalização acompanha o desembarque dos turistas e moradores e confere se há alguém usando plásticos descartáveis. Caso esteja, os profissionais recolhem o material e explicam sobre o decreto.  Enquanto não estava havendo a fiscalização presencial, foram colocados coletores com identificação para que as pessoas descartassem as sacolas voluntariamente no local.

Para a turista Vanessa Leite, a fiscalização faz todo sentido para fazer de Noronha um lugar preservado. “Achei interessante quando fui ao supermercado e não tinha sacola para trazer o material. Achei isso bem pertinente porque Noronha não seria exatamente do jeito que é hoje. Percebemos ao longo da estadia o quanto a preservação ambiental é levada a sério pelos moradores e até mesmo pelos próprios turistas”, disse Vanessa.

O Programa tem o objetivo de zerar a produção de resíduos plásticos e similares de uso único (descartáveis) em Fernando de Noronha, proibindo no arquipélago a entrada, comercialização e uso de garrafas plásticas de bebidas abaixo de 500 ml, canudos, talheres, pratos, copos e sacolas plásticas descartáveis, além de marmitas de isopor, plástico e similares descartáveis.

Foto: Clarissa Paiva