Carta de compromisso foi assinada por 39 signatários, incluindo Pernambuco e outros governos subnacionais, além de empresas, investidores e organizações da sociedade civil.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, participou, nesta quinta-feira (28/01), por meio de pronunciamento gravado, do lançamento na Aliança pela Ação Climática – ACA, transmitido ao vivo pelas redes sociais. O evento – que reuniu prefeitos, governadores, secretários de estado e instituições da sociedade civil –, teve as participações de Gonzalo Muñoz, do High Level Champion da COP25, além da vice-diretora do Instituto Alberto Luiz Coimbra – Coppe/UFRJ, Suzana Khan. A iniciativa no país é coordenada pelas instituições WWF Brasil, ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade; Instituto Clima e Sociedade; CDP Latin America; e Centro Brasil no Clima, com o objetivo de alavancar o debate e o enfrentamento à crise climática.

Já na abertura do evento, a jornalista e líder no Brasil da equipe dos Climate Champions da COP26, Daniela Lerário, mediadora do encontro virtual, ressaltou que cientistas mundiais alertam há alguns anos que, até 2030, precisamos cortar as emissões pela metade. “Essa década é crítica: 2021 talvez seja a última parada pra essa corrida começar”, alertou.

Para enfrentar este panorama ambiental que atinge o planeta, alguns signatários da Aliança pela Ação Climática participaram da live destacando a atuação das suas instituições ou setores, entre os quais merecem destaque: Governo de Pernambuco; Prefeitura de Aracaju; Governo do Distrito Federal; Articulação do Semiárido Brasileiro – ASA Brasil, Magazine Luiza, Grupo Mulheres do Brasil, além da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.

A Aliança, formalizada nesta quinta-feira, conta com cinco estados da federação, entre eles: Pernambuco, Espírito Santo, São Paulo, Distrito Federal e Minas Gerais; 19 municípios, dos quais Petrolina, Serra Talhada e Toritama são de Pernambuco; oito representações da sociedade civil; cinco representantes do setor privado; uma entidade religiosa, além de uma representação da juventude.

 

Carta compromisso

Todas as representações que assinaram a carta assumem a responsabilidade de “honrar os compromissos pactuados pelo Brasil no Acordo de Paris e colaborar para que sejam ainda mais ambiciosas, à luz das recomendações do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), buscando limitar o aumento da temperatura da Terra a 1,5 °C, acima dos níveis pré-industriais, mobilizando esforços para reduzir pela metade as emissões até 2030 e atingir a neutralidade em carbono até 2050”.

“Acreditamos que os governos subnacionais têm um papel estratégico oferecendo capilaridade a esse senso de urgência, fazendo que a pauta climática alcance um número maior de setores e pessoas atuando, regionalmente, para o desenvolvimento de baixo carbono e o aumento da resiliência das nossas cidades”, defendeu o governador Paulo Câmara.

Ainda de acordo com chefe do executivo estadual, “após a primeira edição da Conferência Brasileira de Mudança do Clima – CBMC, em 2019, realizada por governos subnacionais, a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente – Abema, através da Carta da Abema pelo Clima – que reuniu 27 estados brasileiros -, vem desempenhando um papel estratégico e se empenhando em construir um caminho de apoio à implementação da pauta climática dos estados”.

 

Ambição Climática

Para Gonzalo Muñoz, do High Level Champion da COP25, que está à frente da ação climática dos atores subnacionais e organizações não vinculadas aos governos, além do cumprimento do Acordo de Paris, é preciso aumentar a ambição climática, pois a situação é dramática. “Precisamos fazer isso seguindo a indicação da ciência, como a organização global IPCC, que reúne os melhores especialistas. Já não basta resolver, precisamos atuar antecipadamente e para chegar nos 1,5 °C, como temperatura máxima de aquecimento global. Para chegarmos até lá, já sabemos que precisamos neutralizar as emissões até 2049, que é a nossa última data”, disse.

Ao destacar o protagonismo da sociedade civil nas ações de redução das emissões, Suzana Khan, atual vice-diretora do Instituto Alberto Luiz Coimbra – Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, defendeu: “a sociedade civil tem papel essencial, pois, através da internet e do mundo globalizado, o segmento consegue mobilizar mais rapidamente as demandas da sociedade”.

O evento contou também com as participações do Governador do Estado do Espírito Santo, Renato Casagrande, dos prefeitos das cidades de Aracaju/SE e de Ribeirão Preto/SP, respectivamente, Edvaldo Nogueira e Edinho Araújo; do secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, José Sarney Filho, Marcírio Lemos, da Articulação do Semiárido – Rio Grande do Norte, Luiza Trajano, do conselho do magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil, além do pastor Ariovaldo Ramos, representado a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.

 

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