O novo Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) de Pernambuco calcula as emissões de CO2 no Estado, no período de 2015 a 2020, e traz as informações desagregadas por município e regiões de desenvolvimento. O estudo faz um levantamento dos setores responsáveis pelas maiores ou menores emissões no estado.

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A atualização do Inventário de GEE de Pernambuco foi lançada no dia 17 de março de 2022, durante a I Conferência Internacional de Resíduos Sólidos – CIRSOL, no Recife. Buscando a melhoria contínua, este trabalho representa mais uma etapa para a implementação de um sistema de monitoramento, reporte e verificação a fim de apoiar o Estado na busca pela neutralidade do carbono até 2050, prevista no Plano de Descarbonização de Pernambuco (PDPE) / Pernambuco Carbono Neutro.

O Inventário foi elaborado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas-PE) e contou com dados disponibilizados por diversas instituições como: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Agência Natural do Petróleo (ANP), Neoengergia, Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), SNISNP, IBGE, MapBiomas e outros. Esses dados são analisados de acordo com as Diretrizes do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – IPCC para Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa (2006).

O Inventário permite verificar as emissões de gases em cinco setores: energia estacionária, transporte, resíduos (efluentes e resíduos sólidos urbanos), processos industriais (cimento e mineral) e AFOLU (que engloba a pecuária, agricultura e outros usos do solo). Os resultados estimam que Pernambuco emitiu 29.8 MtCO2e em 2015, 28.0 tCO2e em 2016, 36.1 M tCO2e em 2017 (o maior índice registrado nos seis anos de avaliação), 26.2 MtCO2e em 2018, 27.7M tCO2e em 2019 e 23.9M tCO2e em 2020 (o menor índice dos seis anos acompanhados). A unidade de medida MtCO2e significa milhões de toneladas de CO2 equivalente. Os principais emissores de gases de efeito estufa no estado são agricultura e mudança de uso do solo (AFOLU), resíduos e transporte. As regiões de Pernambuco que mais emitiram gases de efeito estufa nesses seis anos avaliados foram a Região Metropolitana, o Sertão do São Francisco e o Agreste Central.

Conhecer os setores emissores é o primeiro passo para iniciar um trabalho consistente de redução de emissões de gases de efeito estufa e contribuir com as ações para evitar o aquecimento da temperatura da Terra e os efeitos climáticos extremos decorrentes. Desta forma, Pernambuco avança, disponibilizando essas informações às gestões municipais para que se aproximem do tema e somem-se ao esforço estadual de alcançar a neutralidade de emissões de carbono até 2050, como prevê o seu Plano de Descarbonização.

Antecedentes: Pernambuco lançou seu 1º Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), em novembro de 2019, durante a Conferência Brasileira de Mudança do Clima, no Recife. Elaborado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas-PE), em parceria com a organização internacional Under2, desenvolvedora do projeto Pegada Climática, em vários países. Este inventário analisou as emissões de CO2 no Estado no período de 2015 a 2018. O novo inventário reanalisa as informações de 2015-2018 e acrescenta os anos de 2019 e 2020.

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