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“Entendemos a agenda climática como uma política estruturadora. Hoje o Estado assumiu o desafio de se tornar carbono neutro até 2050”, afirmou Inamara Mélo

O Governo de Pernambuco apresentou, nesta quinta-feira (16), as principais linhas da sua política ambiental durante o Summit Tembici. Os compromissos e a atuação estadual foram o foco de uma exposição realizada pela secretária executiva de Meio Ambiente de Pernambuco, Inamara Mélo, no painel “O que responsabilidade corporativa tem a ver com o espaço urbano”. O debate foi transmitido pelo YouTube e também contou com Carol Rivas, diretora de Relacionamento na Tembici; André Borges, head de Sustentabilidade no iFood; Luciana Campos, Relações Institucionais; além do jornalista Rodrigo Caetano.

Em sua exposição, Inamara ressaltou que Pernambuco abraçou a pauta do clima alçando-a ao cerne das ações estaduais. “Entendemos a agenda climática como uma política estruturadora. Hoje o Estado assumiu o desafio da campanha “Race to Zero” que é se tornar carbono neutro até 2050, a partir de um plano de descarbonização que já está em elaboração [com o apoio da União Europeia]. Pernambuco ainda coordena a Câmara do Clima da Abema que envolve os todos os estados da federação e é signatário de uma carta com 17 compromissos relacionados à pauta climática”, detalhou.

A gestora pontuou que a agenda do clima nas cidades é absolutamente necessária e os estados passaram a tratar isso de forma mais ágil, entendendo que configura um elemento chave na busca pela sustentabilidade. Ainda de acordo com ela, as ações dos governos precisam estar todas direcionadas às políticas de sustentabilidade e redução das vulnerabilidades. Isso porque a prosperidade deve ser linkada com a melhoria da qualidade de vida da população.

“É preciso promover a redução das desigualdades para promover a sustentabilidade. Então, temos que redirecionar as políticas nos mais diversos setores. Reconstruir, ou até mesmo construir, uma infraestrutura com soluções sustentáveis para moradia, mobilidade, saneamento, disposição de resíduos e mais. Isso vai atender a todos que vivem nas cidades. O papel do estado é estimular as cidades para que esse planejamento aconteça de fato”, disse, enfatizando que é preciso mirar à Agenda 2030 das Nações Unidas.

Parceria – Inamara também ressaltou a importância das parcerias entre poder público e a iniciativa privada. Para ela, a responsabilidade ambiental das empresas tem estimulado o poder público e vice-versa. Com isso, a sociedade sai ganhando. “Essa é uma relação do mais alto nível. O governo tem o papel de mediador de interesse da sociedade dentro do espaço público e no planejamento urbano. É possível grandes parcerias capazes gerar mudanças positivas no padrão das cidades brasileiras. E isso gera resultado para toda a sociedade”, finalizou.