Fórum Pernambucano de Mudança do Clima (FPMC) promove debate com especialistas sobre desafios da economia regional e perspectivas para a redução de emissões de carbono no Brasil

 

A busca pela neutralidade de emissões de carbono até 2050, a fim de evitar catástrofes climáticas decorrentes do aquecimento global, será o principal tema, a ser discutido nesta terça-feira (24), a partir das 9h, na 11ª Reunião Ordinária do Fórum Pernambucano de Mudança do Clima (FPMC) – coordenado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas/PE).

A reunião, realizada por meio de videoconferência, será dividida em dois momentos, no primeiro serão debatidas as soluções para um Brasil Carbono Neutro e na sequência, como os instrumentos de planejamento do estado e o desenvolvimento regional contribuem para esta trajetória. Após este painel, serão apresentados os primeiros resultados do trabalho de atualização do inventário de Gases de Efeito Estufa (GGE) de Pernambuco. O encontro virtual, aberto à participação do público online, será transmitido pelo canal da Semas no Youtube.

O 1º Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) de Pernambuco, lançado em novembro de 2019, durante a Conferência Brasileira de Mudança do Clima, no Recife, foi elaborado pela Semas, em parceria com o FPMC e a organização internacional Under2, por meio do projeto Pegada Climática. O documento analisou as emissões no estado, no período de 2015 a 2018. Agora, o estado está atualizando este inventário, com informações de 2019 e 2020, e pretende fazer uma leitura das emissões por região e por município. Os primeiros resultados serão apresentados na reunião do Fórum.

Painel – Com a participação do secretário da Semas, presidente do FPMC, José Bertotti, a 11ª reunião do FPMC conta com a explanação dos seguintes convidados: a pesquisadora Mariana Império, da Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ), o arquiteto e urbanista, Geraldo Marinho e a economista e professora da UFPE, Tânia Bacelar.

Mariana Império faz parte da equipe que está desenvolvendo as modelagens para apoiar a construção do Plano de Descarbonização do Estado, que será lançado em fevereiro de 2022. Ela trará para o debate as soluções para os setores de energia, transporte e uso do solo nos cenários de um Brasil Carbono Neutro em 2050; Geraldo Marinho explanará sobre a aderência do Planejamento e desenvolvimento urbano do Estado, a essa perspectiva de um futuro sustentável. Já Tânia Bacelar abordará os desafios e perspectivas para o desenvolvimento regional do Nordeste.

O FPMC tem a participação de diversos representantes do poder público, sociedade civil, de setores econômicos e de universidades. E é a principal instância para acompanhar e contribuir com a construção do Plano de Descarbonização do Estado. Este Plano, que deverá estar concluído em fevereiro de 2022, busca delinear as principais estratégias para os diferentes setores emissores de gases de efeito estufa (energia, transporte, resíduos, agricultura e mudança do uso da terra) a fim de que o estado venha a ter metas de curto, médio e longo prazo (2050) para descarbonização de sua economia.