A iniciativa, voltada para gestores públicos dos estados brasileiros, e que conta com participação do Governador de Pernambuco, Paulo Câmara, dos governos do Espírito Santo e São Paulo, busca abordar caminhos sustentáveis para o crescimento econômico aliado ao cumprimento das metas de redução de emissões de carbono delimitadas pelo Acordo de Paris

Para apoiar a descarbonização dos estados brasileiros, aliada à recuperação econômica verde pós-pandemia, o programa Strategic Partnerships for the Implementation of the Paris Agreement (Spipa), em parceria com a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), promove a série de diálogos “Recuperação Verde: caminhos sustentáveis para os estados”. A abertura do evento virtual conta com a participação do embaixador da União Europeia no Brasil Ignácio Ybáñez, do governador de Pernambuco Paulo Câmara e dos governos do Espírito Santo e São Paulo. Conta ainda com o titular da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas/PE), José Bertotti, e a coordenadora da Câmara Técnica do Clima da Abema, Inamara Mélo, Secretária Executiva da Semas, na condução de uma da mesas temáticas.  O evento é composta por 9 encontros e o primeiro deles, que acontece na quinta-feira, 27, das 9h e 12h30, discutirá o tema “Recuperação Verde: caminhos sustentáveis para os estados”.

Na abertura da atividade, voltada para gestores públicos dos estados brasileiros, Inamara Mélo discutirá o tema: Oportunidades para mitigar as mudanças climáticas pelo intercâmbio de ideias e ações com a União Europeia. A série conta com a participação de especialistas do Brasil e da Europa, que abordarão temas que vão desde a transição energética passando pela descarbonização da economia. O principal objetivo da iniciativa é auxiliar os governos estaduais na busca de caminhos sustentáveis para o crescimento econômico aliado ao cumprimento das metas de redução de emissões de carbono delimitadas pelo Acordo de Paris. Para tanto, será utilizado como base os conceitos do Pacto Ecológico Europeu, agenda que tem como ponto central garantir a neutralidade climática da Europa até 2050, ano que o bloco europeu estabeleceu como meta para zerar o balanço das emissões de gases do efeito estufa. Com medidas que vão do campo às cidades, da restauração de florestas à eficiência energética, o ambicioso Pacto Ecológico Europeu é uma estratégia de crescimento que promete revolucionar a economia do bloco, gerar empregos e formar uma sociedade mais justa e conectada.

Na primeira parte do painel, a diretora de Clima do World Resources Institute (WRI) Brasil, Carolina Elia Genin, irá apresentar benefícios socioeconômicos para a criação de uma economia de baixo carbono e as oportunidades setoriais. Baseado no estudo “Uma nova economia para uma nova era: Elementos para a construção de uma economia mais eficiente e resiliente para o Brasil”, a palestrante indicará um conjunto amplo de políticas e ações em torno da sustentabilidade, que podem trazer benefícios de curto e longo prazos para as economias dos estados, em especial nas áreas da indústria e do agronegócio.

A segunda parte da atividade, a ser apresentada pelo diretor de Articulação Política e Diálogo no Instituto Talanoa, Walter Figueiredo de Simoni, irá tratar do protagonismo dos estados em ações de inovação para enfrentar os desafios impostos pela pandemia da Covid-19. Baseada no estudo “Clima e desenvolvimento: visões para o Brasil 2030”, a palestra falará sobre os desafios atuais relacionados à descarbonização, apresentando oportunidades de ação em áreas como infraestrutura (saneamento, habitação, etc.) e mobilidade urbana. Após as palestras, será realizado um debate em torno do poder de mobilização dos estados brasileiros, e suas cidades.

Neutralidade – Para alcançar a neutralidade climática em 2050, a União Europeia planeja implementar ações concretas para reduzir a zero o balanço das emissões de gases de efeito estufa em setores essenciais como energia, transporte e indústria, e implementar ações de compensação e sequestro de carbono, como a recuperação de florestas e áreas degradadas, quando for o caso.

Foto: Lu Rocha