Na ocasião, Bertotti destacou a parceria em investimentos para matrizes energéticas renováveis a exemplo da solar, eólica e biodiesel, além da elaboração do plano de descarbonização da economia do estado

Elevando a ambição da NDC brasileira e os caminhos de descarbonização para o Brasil foi o tema do painel da COP26 que contou com a participação do secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, José Bertotti, na tarde desta terça-feira, 09. O objetivo do encontro, coordenado pelo instituto Ethos, foi dialogar sobre como diferentes setores da sociedade tem se posicionado e utilizado a NDC brasileira, ou seja, as convenções que regem medidas de redução da emissão de dióxido de carbono, como um instrumento que estabeleça mecanismos de adaptação, redução e compensação de emissões de gases de efeito estufa.

O secretário José Bertotti apresentou iniciativas que o estado vem desenvolvendo para o enfrentamento às mudanças climáticas. Destacou a parceria no investimento em matrizes energéticas renováveis a exemplo da solar, eólica e biodiesel, a elaboração do plano de descarbonização da economia do estado e a atualização do inventário de Gases de efeito estufa, além do pacote de 75 milhões em investimentos na pauta ambiental, anunciados pelo Governo do Estado na COP26.

“Pernambuco inaugurou esse ano um parque de energia solar onde foram investidos 3 milhões e meio de reais numa parceria público-privada para a produção de 1.1 gigawatt de energia. Estamos também com investimentos da União Europeia no Complexo Industrial de Suape para a produção de hidrogênio verde. E, se o Brasil cumprir sua meta de redução de neutralidade de gases de efeito estufa em 2050, segundo a metodologia do plano descarbonização que estamos elaborando em parceria com a União Europeia, 52% da energia renovável do País virá do Nordeste, não só pela biomassa, mas porque lá estão os melhores parques de energia solar e eólica com medições muito bem definidas”, afirmou Bertotti.

O secretário estadual também destacou o investimento do governo do estado anunciado na COP 26, no valor de R$ 75 milhões que serão empregados no reflorestamento de 7.000 hectares da APA Aldeia-Beberibe, recuperação de mil nascentes e tratamento de resíduos sólidos em 43 cidades.