Biocombustíveis de aviação é tema de reunião com pesquisadora

“A ideia é discutir com as empresas como implementar, de fato, esse biocombustível de aviação de forma pioneira em Fernando de Noronha”, disse José Bertotti

O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, José Bertotti, recebeu nesta sexta-feira (19), a pesquisadora Jéssica Cavalcanti, do Laboratório Integrado em Tecnologia de Petróleo, Gás e Combustíveis (Litpeg) da UFPE. Na pauta, estava os biocombustíveis para geração de novas matrizes energéticas e redução das emissões de gás de efeito estufa.

“Jéssica nos apresentou uma perspectiva do mercado de biocombustíveis de aviação no mundo e trouxe dados importantíssimos. Observamos que, no Brasil e no Hemisfério Sul inteiro, ainda não há uma planta de produção de biocombustíveis. E o que a gente quer, a partir desta conversa, é discutir com as empresas, como implementar, de fato, esse biocombustível de aviação de forma pioneira em Fernando de Noronha e, depois, expandir para todo o estado”, afirmou Bertotti.

“A proposta da pesquisa com os biocombustíveis é agregar maior valor ao etanol e ao combustível de aviação, oferecendo um maior benefício ambiental e encontrando formas de torná-lo mais viável frente aos combustíveis fósseis”, disse a Jéssica. De acordo com a pesquisadora, 45% da matriz energética brasileira é oriunda de biocombustíveis renováveis. O desafio é fazer com que eles se tornem mais competitivos frente aos combustíveis fósseis.

Para o secretário, com a ampliação dos estudos de novas rotas de biocombustíveis pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e com esta parceria inaugurada junto à Semas-PE, é possível, mais adiante, estudar possibilidades de usinas de álcool adaptarem sua produção para fabricar biocombustível de aviação.

Em 2015, a empresa aérea Gol e o Governo do Estado dialogaram sobre a possibilidade de parceria no uso de bioquerone para voos com destino a Fernando de Noronha. A proposta surgiu a partir do Projeto Carbono Zero, cujos dados mostraram que 55% das emissões de CO2 do arquipélago eram geradas por aviões. O levantamento foi realizado pela Semas.

 

Foto: Pedro Caldas/ Semas-PE