Engenho pernambucano recebeu de empresa mineira certificação pioneira de Envelhecimento Sustentável pela produção de sua cachaça de alambique em nível nacional

O secretário estadual da secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas/PE), José Bertotti, participou, na última sexta-feira (06), do pré-lançamento do Selo de Envelhecimento Sustentável (SES) entregue ao Engenho Sanhaçu, localizado no município de Chã Grande, pelo reconhecimento de sua atuação na sustentabilidade da produção da cachaça de alambique em termos nacionais. A certificação foi emitida pela tradicional fazenda escola mineira Cana Brasil que promoveu o evento.

O Engenho Sanhaçu, conforme os organizadores da inciativa, foi uma das primeiras empresas a aderir ao programa de reposição florestal. O selo prevê o replantio das árvores cortadas para a fabricação de dornas e barris que armazenam o envelhecem a cachaça no Brasil, mostrando ao mundo, segundos os organizadores, a responsabilidade com o meio ambiente.

De acordo com José Bertotti, o Engenho Sannhaçu faz um trabalho importante de reflorestamento aliado ao plantio sustentável de cana-de-açúcar e recuperação de nascentes, além de atuar com energias renováveis. “Essa foi uma certificação pioneira que a Sanhaçu ganhou e vinhemos prestigiar por termos esta perspectiva de incentivar os negócios sustentáveis em Pernambuco. O engenho fez um reflorestamento de toda sua área, inclusive com a recuperação de nascente que estava morta e hoje está brotando água. São uma empresa pernambucana de grande reconhecimento, já têm uma certificação de produto orgânico, pois não fazem usos de agrotóxico, têm uma segunda de neutralidade de emissão de Gases de Efeito Estufa, ou seja, eles são Carbono Neutro, e agora conseguiram esta terceira certificação”, afirmou o secretário.

O selo – A certificação foi criada no âmbito do Movimento “Sou Ecológico” organizada pelo portal homônimo e com apoio do Grupo Ecológico, ambos de Minas Gerais. O Selo de Envelhecimento Sustentável (SES), destina-se a produtores, estandardizadores e envasadores de cachaça de alambique que desenvolvam suas atividades em qualquer parte do território brasileiro, e que cumpram todas as exigências da reposição florestal estabelecidas no regulamento.

Conforme os organizadores, para comemorar duas décadas de atuação do engenho mineiro Cana Brasil, o tradicional produtor de cachaças entre outros destilados e derivados de cana fez um levantamento dos melhores projetos do setor. A empresa mineira elencou diversos critérios técnicos para a premiação, dentre os 800 projetos já realizados em 20 anos, e considerou que o Engenho Sanhaçu foi o que mais se destacou nacionalmente no critério do “Compromisso Ambiental”.

Minas e Pernambuco – Participaram da atividade, além do fundador do engenho Sanhaçu, Moacir Eustáquio da Silva e família, o mestre na produção de destilados de Minas, Alnaldo Ribeiro, o engenheiro Florestal mineiro Humberto Candeias Cavalcanti, responsável técnico pela análise dos projetos de reposição florestal, o consultor e instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural ( Senar-MG) no ramo de cachaça, o jornalista Hiram Firmino, diretor-geral do Grupo Ecológico, o prefeito de Chã Grande Diogo Alexandre, o vice Sandro Advogado, o secretário de Meio Ambiente e Agricultura do município juntamente com vereadores da cidade.

Foto: Lucha Rocha / Semas-PE