No encontro, foram mostradas as semelhanças entre a China e Pernambuco, além das fortes possibilidades em ampliar os acordos de cooperação técnica entre os dois lugares.

O seminário on-line “Pernambuco & China: cooperação ambiental, possibilidades e caminhos”, com a participação do professor e geógrafo Vladimir Milton Pomar, foi realizado na manhã desta segunda-feira, 07, numa parceria da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco – Semas-PE com a Coordenadoria de Estudos da Ásia – o CEÁSIA, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e o Consulado Geral da República Popular da China no Recife. Transmitido pelas redes sociais da Semas e do CEÁSIA, o encontro teve a coordenação do secretário da Semas, José Bertotti, que na abertura, adiantou as ações desenvolvidas pelo governo Paulo Câmara, através da Secretaria, para o enfrentamento às mudanças climáticas, a exemplo do programa Refloresta PE, que está recuperando áreas degradadas e nascentes de rios com plantio de árvores nativas.

“Nossa intenção é ampliar estas parcerias com a China em diversos aspectos, mas principalmente trazer para Pernambuco a experiência chinesa com a gestão dos resíduos sólidos. Vamos sediar em março, a Cirsol – Conferência Internacional de Resíduos Sólidos, onde passaremos 3 dias debatendo e construindo políticas públicas para destinação adequada dos resíduos sólidos, importante ação para minimizar as mudanças climáticas”, destacou o secretário Bertotti.

Em sua participação no encontro, a cônsul-geral da China em Pernambuco, Yan Yuqing, agradeceu as parcerias já firmadas com o Recife, tal como a comemoração do Ano Novo Chinês, uma grande festa de luzes e cores realizada no Marco Zero, no dia 31 de janeiro. A cônsul também afirmou que a construção da civilização da china, com seus mais de 5 mil anos, é baseada no amor e respeito a natureza. “A política ambiental é a base da política nacional. A china implementou o plano nacional de compromisso em diminuir a emissão de gases poluentes e atingir a neutralidade do gás carbono até 2060. de enorme potencial ambiental com grandes possibilidades de firmar parcerias de cooperação técnica para criar cidades jardins, cidades verdes sustentáveis.”

Em sua participação no encontro, a cônsul-geral da China em Pernambuco, Yan Yuqing afirmou que a construção da civilização chinesa, com seus mais de 5 mil anos, é baseada no amor e respeito à natureza. “A política ambiental é a base da política nacional. A China implementou o plano nacional de compromisso em diminuir a emissão de gases poluentes, e atingir a neutralidade do gás carbono até 2060. Há um enorme potencial ambiental, com grandes possibilidades de firmar parcerias de cooperação técnica para criar cidades jardins, cidades verdes sustentáveis”, declarou a cônsul. A diplomata também agradeceu as parcerias já firmadas com o Recife, tal como a comemoração do Ano Novo Chinês, uma grande festa de luzes e cores realizada no Marco Zero, no dia 31 de janeiro.

A vice-prefeita do Recife, Isabella de Roldão, falou da importância das parcerias que já existem, e podem ser ampliadas e render bons frutos para a capital e o estado. “Pernambuco e Recife já têm parcerias importantes com a China, e temos ainda grandes possibilidades de ampliar estas parcerias. Recife está disponível para construir mais projetos com esta visão de desenvolvimento sustentável. É isso que o mundo precisa. Desenvolver, mas de forma sustentável. Agradeço ao secretário Bertotti pela iniciativa, e pelas pautas ambientais que tem defendido no Estado”, finalizou Isabella.

O professor e coordenador do CEÁSIA-UFPE, Marcos Costa Lima, chamou a atenção para um fato apontado por um estudo dos oceanos: da forma que estão avançando as mudanças climáticas, se nada for feito com urgência, até 2080 o volume e a temperatura dos oceanos irão aumentar, causando a mortalidade de várias espécies de peixes e algas. “Isso é muito preocupante e emergente. Por essas questões, estamos nos colocando à disposição, aqui na Universidade Federal, para que possamos atuar no enfrentamento destas consequências graves causadas pelas mudanças climáticas”. Em suas considerações finais, o professor Marcos afirmou que acredita muito no resultado do esforço que o Governo do Estado está fazendo para estreitar as relações entre Pernambuco e China. E reforçou que estas parcerias devem ser efetivadas, com a elaboração de projetos baseados nas informações trazidas por Vladimir Milton Pomar, que mostrou as semelhanças entre Pernambuco e a China.

Em sua intervenção no seminário, o professor Vladimir Milton Pomar, que foi à China 13 vezes e já morou em Beijing, salientou a importância da cooperação ambiental do estado com províncias chinesas, em especial relacionadas com a captação de água, produção agropecuária e preservação ambiental do semiárido. “A primeira coisa que é importante saber é que a República Chinesa é formada por um clima semi-árido, com muitas áreas de deserto. Lembrando que a China é bem maior que o Brasil. O esforço chinês é muito grande para garantir água para as cidades. Um trabalho muito importante neste sentido que a China faz, e que é impressionante, é o reflorestamento no país. Isso é fundamental, porque plantar árvores é garantir água. A China está desenvolvendo um trabalho fantástico de recuperação de área desértica, combinado com a instalação de energia solar; ou seja, a recuperação ecológica passa pela energia solar. Pernambuco tem muitas semelhanças com a China nesta questão, inclusive com plantio de uvas para suco e vinhos finos de qualidade, a exemplo do que acontece também em Petrolina, Pernambuco”.

O professor Vladimir Milton Pomar também comentou as semelhanças entre Pernambuco e a província chinesa de Sichuan, várias universidades e turismo forte. “Pernambuco tem todas as possibilidades de firmar uma parceria com Sichuan, como a que já tem com Guangzhou há 15 anos”, ressaltou Vladimir.