Distante 545 km da costa pernambucana, o Arquipélago de Fernando de Noronha é formado por 21 ilhas, numa extensão de 26 km². A ilha principal – a maior de todas também chamada “Fernando de Noronha” – é a única habitada, com uma população hoje de cerca de 3.500 habitantes. As demais estão contidas na área do Parque Nacional Marinho e são desabitadas, só podendo ser visitadas para fins de realização de pesquisas científicas e/ou atividades de educação e interpretação ambiental, mediante licença específica do ICMBio.

Vinculada à estrutura da Semas-PE, a ilha constitui região geoeconômica, social e cultural do Estado, com natureza de autarquia territorial, dotada de autonomia. A gestão desse território ser ligada à pasta ambiental do Governo de Pernambuco se explica pelo fato de toda a área do arquipélago está inserida dentro dos limites de três diferentes Unidades de Conservação, sendo uma estadual e duas federais, compondo um dos santuários ecológicos mais importantes do mundo. Em 2001, devido à sua vasta riqueza ambiental, o arquipélago foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial da Humanidade. 

Quem vive ou visita Fernando de Noronha tem o compromisso e a responsabilidade de contribuir para manter a integridade de toda essa riqueza ambiental. Assim, o turismo é desenvolvido de forma sustentável, proporcionando a experiência do encontro equilibrado do homem com a natureza. E que encontro!

Noronha é um dos melhores pontos de mergulho do mundo. Pois, são poucos os lugares no planeta quem têm média de temperatura da água de 26° e visibilidade de até 50 metros na horizontal. Isso para não falar da diversidade de vida marinha. Há uma grande variedade de habitats e vasta cobertura recifal, o que é refletido na elevada biodiversidade marinha e no alto grau de endemismo. Levantamentos bibliográficos apontam a existência de 169 espécies de peixes recifais; 218 de moluscos; 11 de corais; 33 de cnidários; e 77 de esponjas. Uma das espécies que mais representam o arquipélago são os golfinhos rotadores.

Destaque também para as ilhas oceânicas que apresentam fauna terrestre bastante peculiar se comparada àquela dos continentes adjacentes, onde uma espécie de invertebrado terrestre merece atenção especial. Trata-se do caranguejo-amarelo (Johngarthia lagostoma), endêmico das ilhas oceânicas brasileiras (Fernando de Noronha, Atol das Rocas e Trindade). Vale ressaltar ainda a avifauna local. Das 15 espécies de aves marinhas e costeiras que fazem ninho em ilhas oceânicas, 11 (ou 73,3% do total) o fazem em Fernando de Noronha.

Unidades de Conservação

– Área de Proteção Ambiental (APA) de Fernando de Noronha (1986) – Decreto Federal nº 92.755/1986;

– Parque Nacional Marinho – (PARNAMAR) de Fernando de Noronha (1988) – Decreto Federal nº 96.693/1988;

– Área de Proteção Ambiental o Arquipélago de Fernando de Noronha – Decreto Estadual nº 13.553/ 1989;

 

Foto: acervo ATDEFN